Band demonstra que, apesar de ter mais de 40 anos, ainda trabalha com bastante amadorismo
Por Luan Borges
Direto ao Ponto
Mais velha que ela, só a Globo e a Record, mas, mesmo sendo a terceira emissora em mais tempo de atividade no Brasil, ainda demonstra amadorismo ao extremo. Foi isso o que pudemos conferir na última quinta-feira, quando a Rede Bandeirantes produziu e transmitiu o primeiro Latin Grammy Brasil, simultâneamente com o evento oficial que acontecia em Houston, no Texas.
Como se não bastasse as falhas tecnicas, como os links de Houston que falhavam, pessoas que passavam por trás do palco e até convidados que passavam na frente da câmera, houve uma sucessão de erros da equipe e dos próprios apresentadores.
Para começar, um erro leve cometido pelo apresentador do CQC, Marcelo Tas, também conhecido como Telekid do Castelo Rá-Tim-Bum, que, parabeniza a dupla “César & Menotti”. Será que é alguma dupla estreante?
Logo após, depois do Marcelo Tas dizer em brados pulmões que a premiação estava acontecendo no inexistente “Auditório TIM”, que na verdade era o Auditório do Ibirapuera, as irmãs Galvão subiram ao palco para anunciar o prêmio de “Melhor Álbum de Música Tradicional Regional ou de Raízes Brasileiras”. As irmãs Galvão, depois de se degladiarem com o envelope, uma assistente de palco entra no meio da premiação para tentar trocar o envelope, porém desiste, deixando que elas anunciem o grande vencedor da categoria seguinte: Seu Jorge.
Além das gafes, um erro grave foi cometido na premiação: não houve entrega de prêmios! Segundo Marcelo Tas, o Tio Chico da Band, informou que o gramofone, símbolo da premiação, seria entregue nas casas dos premiados. Talvez por isso que vários artistas resolveram não ir à premiação. Apenas a sambista Beth Carvalho e a banda de pop/rock CPM22 estavam na ‘festa’, comemoraram a vitória em seus lugares. Nem sequer um parabéns, um abraço, um “obrigado” ao público.
Na metade do prêmio, a platéia se esvaziava. A cada bloco, havia menos pessoas na platéia. Segundo contam os convidados, os produtores do evento chamavam figurantes que estavam de ’stand-by’ para preencher o espaço vazio na platéia. A premiação brasileira constratava com a premiação latina: enquanto no Brasil a platéia parecia evaporar, em Houston a platéia clamava as apresentações de seus ídolos.
Enfim, depois de várias falhas, erros, gafes e micos, fica a pergunta no ar: será que a NARAS vai deixar que a Band tente fazer uma nova premiação no próximo ano?
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De verdade eu espero e desejo que no proxim ano possamos ver o premio direto de Houston sem se quer lembrarmos dessa vergonha que a Band nos fez passar como Brasileiros, já que o que foi transmitido foi um festival de gafes sem fim.