Música Clássica e Rock Progressivo nos palcos do Cirque Du Soleil: Saltimbanco

René Dupéré, compositor canadense responsável pelas trilhas do Cirque Du Soleil, afirma os dois elementos principais que compõem a música do espetáculo Saltimbanco: Brahms e Pink Floyd.

A principal “mágica” que acontece na música do Cirque du Soleil, segundo Dupéré, é que as notas musicais não ilustram exatamente o que está se passando. Uma desjunção dos dois sentidos, visão e audição. “O público é inteligente e sabe quando um número de trapézio é perigoso”. Nesse ponto, percebemos que a maior intenção do compositor, como o próprio diz, é criar algo único, com vida própria.


O compositor, que ajudou na fundação do Cirque em seus primórdios, escreve música também para cinema e TV. Um de seus recentes projetos, é a trilha do filme “La Luna en Botella”.

O espetáculo Saltimbanco, que fala da vida corrida em megalópoles, terá um toque da sofisticação da música clássica (destaque na canção Adagio), e a batida do Rock Progressivo, presente na maioria das músicas. Dupéré afirma ser um apaixonado por ambos estilos, e que a muito tempo queria compor algo que unisse os dois gêneros. Por trás dessa união, ainda vemos traços marcantes de jazz, música étnica e new age na música de Saltimbanco.