Saltimbanco

O Cirque du Soleil (traduzindo, Circo do Sol), é atualmente o maior complexo de artes circenses do mundo. Com base na cidade canadense de Quebec, hoje roda o mundo com espetáculos itinerantes, e fascina com seus mega-shows fixos.

Criado na década de 80, o Cirque teve à frente dois ex-artistas de rua; Guy Laliberté e Daniel Gauthier, em resposta a uma requisição do governo de Quebec, para comemorar o 450º aniversário da chegada dos franceses ao Canadá. Em 2001, Gauthier deixou o circo e fundou um pólo de entretenimento nas proximidades do rio St. Lawrence.

Laliberté é hoje um dos homens mais ricos do mundo.

Os espetáculos itinerantes, Saltimbanco, Alegría, Quidam, Dralion, Verekai e Corteo, possuem uma rota mundial de apresentações. Saltimbanco, o mais antigo deles, terá sua última apresentação no Brasil. O espetáculo se encontra agora em São Paulo, e depois irá para o Rio de Janeiro, onde encerrará suas atividades em Dezembro.

Com uma análise mais subjetiva do show, constata-se uma profunda e relativa ironia ao modelo de vida atual. O tema principal, a vida nas grandes cidades do mundo, e a tecnologia que serviu apenas para aprisionar o homem moderno aos seus vícios e suas necessidades.

Saltimbanco foi uma revolução. Nele, foi posta em prática a proposta iniciada com o antigo show “A reinvenção do Circo”. Diferente de tudo que alguém jamais viu; foi essa a primeira impressão.

O responsável pela música dos espetáculos é René Dupéré. E hoje comentaremos uma de suas excepcionais criações, que é a trilha de Saltimbanco.

Existem duas versões dessa trilha. A original, de 1992, e uma mais recente, de 2001. Por isso, levaremos em consideração a primeira, e comentaremos as diferenças entre as duas.

A canção que inicia trilha é intitulada “Kumbalawé”. Aparentemente, não existe tradução para o título, nem para a letra. De forma apoteótica, mas singela, a música prepara o clima para o restante da trilha. As duas músicas seguintes, Barock e Kazé, adicionam os primeiros elementos étnicos; logo após, a faixa Amazônia, marca o ato do Trapézio Duplo, com as gêmeas Karyn e Sarah Steben.

Mais a frente, temos uma intitulada “Saltimbanco”. Esta sim define o espetáculo. Serve de fundo ao número dos mastros chineses. É também onde encontramos a presença mais marcante do rock progressivo.

A faixa “Il Sogno di Volare”, é divina. Há o domínio do canto lírico, e da música orquestral clássica. Não houve escolha melhor, para o ato “Bungee”, onde os artistas brincam com a gravidade em enormes suportes elásticos.

A trilha é finalizada pela canção “Rideau”, de forma grandiosa.

Na versão de 2001, existem duas novas faixas; Cantus-Mélopée e Adagio. Ambas são de extrema beleza, com melodias marcantes. Boa parte das canções foi mantida, com algumas modificações; mas nada muito sério.

Em suma, Saltimbanco é uma celebração da vida, uma fuga. Nele, podemos enxergar o mundo que desejamos apenas nos nossos sonhos.

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5 comentários sobre “Saltimbanco

  1. realmente.. é tão fantastico o Cirque..
    Gostei das suas informações valiosissimas, como a tradução de Cirque du soleil e sobre as ultimas apresentações do Saltimbanco no Brasil..
    Eu fui no espetaculo e digo.. NÃO HÁ NADA MELHOR!!

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