Alegría


Alegria: s.f., contentamento; regozijo; satisfação; prazer; festa; divertimento; júbilo; jovialidade; acontecimento feliz.

Este é o significado no dicionário. O Inacreditável; O significado no Cirque du Soleil.

Alegría é um dos espetáculos mais fascinantes e modernos da trupe canadense. É também o show mais popular. Os temas principais são a esperança e a perseverança. Em adição, o mau uso do poder, oriundo de reis, tiranos ou imperadores, que afeta centenas de pessoas.

De todos, Alegría é o único que trata de assuntos exclusivos da alma (enquanto o fixo Zumanity, enfoca-se na sensualidade do corpo e nos desejos carnais). O grito profundo da tristeza, clamando por alegria. Talvez depressivo, solitário, apaixonado; sofredor. Para isso, a felicidade é um bom remédio, sem dúvidas. E é esse sentimento incrível, junto com a fé, que move montanhas, fazendo-nos ser maiores que os obstáculos, realizar coisas impossíveis.

O espetáculo é um sonho. Toneladas de equipamentos são usadas para tornar a fantasia realidade. Seja na hora de erguer o Grand Chapiteau, ou no próprio show. Tudo é majestoso.

A trilha sonora é um capítulo à parte. E é nela que nos deteremos.

A primeira faixa é intitulada “Alegría”. Esplêndida, incrível. Eleita como a mais bela canção já feita para o Cirque por muitos! A voz incomparável de Francesca Gagnon, ou a Cantora Branca torna tudo ainda mais secreto. É um verdadeiro hino ao elemento que realmente importa na nossa vida: o sonho. Embora apareça como a primeira faixa do CD, essa canção é a que encerra o show. As três músicas seguintes, Vai Vedrai, Kalandero e Querer ilustram os números do primeiro ato. Cada uma com sua beleza.

A faixa Irna é o fundo do ato “Power Track”, com certeza o mais eletrizante. Os acrobatas, denominados “Bronx” testam suas habilidades na cama elástica. São jovens e fortes, mas demonstram com clareza, a beleza acompanhada da graciosidade. A presença do rock progressivo é marcante nessa música. O clímax é determinado pela melodia hipnótica cantada pelas cantoras de Branco e Preto.

“Taruka” acompanha o ato da contorcionista Ulziibayar Chimed. Ela nos revela os primeiros elementos étnicos da trilha (apesar de isso não ser um elemento fundamental nas composições).

As seguintes, Jeux D’Enfants, Mirko, Icare e Íbis servem de fundo para a maioria dos números do segundo ato. Algo bastante interessante, é que a próxima faixa, “Valsapena”, é usada também no Power Track, previamente comentado. A música aparece como um interlúdio em “Irna”. E por fim, “Nocturne”, onde o trompete solo encerra de forma peculiar a trilha.

Muita gente se pergunta sobre as cantoras. Seus figurinos as diferenciam; branco e preto. Por muito tempo, Francesca Gagnon interpretou a “Singer in White”, chamada em inglês. Hoje, elas são interpretadas por Claudine Bourdages e Marie-Ève Tremblay, respectivamente.

A cantora de Preto representa o alter ego da cantora de Branco; seus segredos e seus anseios.

No próximo ano, teremos Alegría no Brasil. Desta vez, a turnê não se limitará ao eixo Rio-SP, como aconteceu com Saltimbanco. Conforme o rumor que já foi confirmado por diversos artistas do Cirque, as cidades serão: Rio, SP, Belo Horizonte, Brasília e Salvador.

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