91% de aumento: Isso é uma vergonha!

ACM Neto é esfaqueado em Salvador

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA) foi esfaqueado nesta segunda-feira quando deixava seu escritório no bairro da Pituba, em Salvador (BA), por uma mulher aparentando ter pouco mais de 30 anos.

O golpe atingiu o lado direito das costas do deputado, que passa bem e está em observação no Hospital da Bahia. Ainda não se sabe se ACM Neto foi vítima de um assalto ou se o gesto foi em vigança pelo reajuste dos salários de deputados e senadores para R$ 24.500.

A mulher, ainda não identificada, foi detida e levada para a 16ª DP de Salvador. No momento do ataque, o deputado deixava o escritório acompanhado de amigos quando ela disse que queria falar com o parlamentar, se aproximou e desferiu o golpe.

A secretária de ACM Neto viu pela janela o ocorrido e acionou a polícia e uma ambulância para prestar socorro ao deputado.

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) estava discursando no plenário do Senado quando recebeu a notícia pelo celular do ataque ao seu neto

Presa em flagrante, mulher diz que esfaqueou ACM Neto por causa de reajuste

GABRIELA GUERREIRO
FELIPE NEVES
da Folha Online, em Brasília e São Paulo

A mulher que esfaqueou o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), na tarde desta segunda-feira, foi presa em flagrante e autuada por tentativa de homicídio, segundo o delegado titular do 16º DP de Salvador, Wilson Ramos.

Em seu depoimento, Rita de Cássia Sampaio de Souza, 45, mencionou como razões para o ato o reajuste de 91% concedido aos parlamentares e um descontentamento geral com relação aos políticos brasileiros.

Para Ramos, no entanto, Rita se contradisse por diversas vezes e demonstrou “desequilíbrio emocional”.

O incidente aconteceu às 12h40. Segundo o delegado, Rita usou uma peixeira para agredir o deputado. O golpe foi desferido pelas costas. Ele passa bem e está em observação no Hospital da Bahia.

No momento do ataque, o deputado deixava seu escritório acompanhado de amigos quando ela disse que queria falar com ele, se aproximou e desferiu o golpe.

A secretária de ACM Neto viu pela janela o ocorrido e acionou a polícia e uma ambulância para prestar socorro ao deputado.

Rita já foi encaminhada ao presídio feminino de Salvador, onde ficará presa até que seja julgada.

Após facada, ACM Neto está “lúcido e orientado”, diz boletim médico

da Folha Online

O hospital da Bahia divulgou, no fim da tarde desta segunda-feira, um boletim médico sobre o estado de saúde do deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA), que foi esfaqueado por uma mulher quando deixava seu escritório, em Salvador.

Segundo o boletim, ACM Neto “encontra-se em observação na unidade de internação do hospital da Bahia, lúcido e orientado, evoluindo com estabilidade dos parâmetros clínicos hemodinâmicos e respiratório.”

Ele deu entrada no hospital às 13h15, continua o boletim, “com quadro de ferimento perfuro cortante em região posterior do tórax à altura do omoplata direito.”

O deputado foi submetido a exames laboratoriais e de imagem. Nenhum deles “evidenciou comprometimento de vias aéreas”, explica o boletim.

No centro cirúrgico, ACM Neto recebeu os tratamentos de inspeção e sutura da lesão pela equipe do médico Izio Kowes.

Peixeira

A mulher que esfaqueou ACM Neto foi presa em flagrante e autuada por tentativa de homicídio, segundo o delegado titular do 16º DP de Salvador, Wilson Ramos.

Em seu depoimento, Rita de Cássia Sampaio de Souza, 45, mencionou como razões para o ato o reajuste de 91% concedido aos parlamentares e um descontentamento geral com relação aos políticos brasileiros.

Para Ramos, no entanto, Rita se contradisse por diversas vezes e demonstrou ‘desequilíbrio emocional’.

O incidente aconteceu às 12h40. Segundo o delegado, Rita usou uma peixeira para agredir o deputado. O golpe foi desferido pelas costas.

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) estava discursando no plenário do Senado quando recebeu a notícia pelo celular do ataque ao seu neto.

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Acorrentado vai responder por desacato e perturbação da ordem no Congresso

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O cientista político William Carvalho, que nesta segunda-feira se acorrentou em uma pilastra do Senado Federal para protestar contra o reajuste de 91% aos parlamentares, vai ter que responder na Justiça pelos crimes de desacato e perturbação da ordem.

A Polícia Legislativa do Senado vai encaminhar à Justiça Federal denúncia contra o servidor público aposentado. O Ministério Público tem que acatar a denúncia para que o processo seja formalizado contra o aposentado.

Depois de prestar depoimento por cerca de uma hora à Polícia Legislativa do Senado, o funcionário público foi liberado, mas não se mostrou arrependido do protesto.

“Foi um protesto pacífico, uma conclamação aos homens sérios do Congresso Nacional que não podem ficar divorciados da nação. Esse aumento é um absurdo total, estão cuspindo em nossas cabeças. Alguém está louco e eu acho que não sou eu o louco de chamar os deputados à razão antes que comecem a jogar bomba no Congresso”, disse.

Carvalho ficou acorrentado por cerca de 30 minutos até ser retirado do local por seguranças do Senado. Ele se recusou a tirar o cadeado das correntes, que tiveram que ser quebradas pelos seguranças com um alicate. Apesar das acusações que terá que responder na Justiça, o ex-servidor público disse que a polícia do Senado cumpriu o seu papel. “A polícia está certa, senão isso aqui vira uma bagunça. Eu fui muito bem tratado, eles estão cumprindo o papel deles.”

Durante o depoimento de Carvalho, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) e o deputado Raul Jungmann (PPS-PE) foram à polícia do Senado para intervir em favor do ex-servidor público. Suplicy convidou Carvalho a participar de reunião no Senado com os parlamentares contrários ao reajuste. “Achei um exagero no procedimento [da segurança]. Ontem mesmo, em missas de todo o país, houve protestos nas igrejas”, disse o senador.

Mesmo saindo em defesa do aposentado, Jungmann reconheceu que ele violou o espaço do Congresso Nacional. “Que protestem dentro da lei, respeitando o Congresso. O que ele fez foi um ato de protesto pacífico, mas entretanto apresentou a violação do espaço do Congresso e isso nenhum de nós pode fazer”, afirmou.

Falhas na segurança

O protesto do aposentado mostrou a fragilidade do sistema de segurança do Senado Federal, que não submete funcionários e visitantes a detectores de metal ou raio-X. Depois do protesto, o diretor da polícia do Senado, Pedro Ricardo de Araújo, reconheceu que há falhas no sistema da Casa Legislativa.

“Quando se tem deficiência de material e pessoal, isso acontece”, desabafou. O diretor disse, no entanto, que a polícia do Senado espera a chegada de equipamentos de segurança como pórticos e máquinas de raio-X para ampliar a revista sobre os que circulam no local. “Esse material já está para chegar, mas a licitação é burocrática, demora”, disse.

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Olha lá, é o povo se revoltando! Afinal, nosso mínimo aumenta 13 reais de vez em quanto e o salário deles aumenta 91%. Recebem mais do que o presidente…

Temos mesmo é que fazer passeata, protestar contra esse auto-aumento salarial, que é quase o teto! Na gora de aumentar só mais 100 reais pro trabalhador fala do rombo que causaria, mas quando é aumentar o deles, eles arrombam os cofres e a gente que fica arrombado!

Tem a piadinha do Jô Soares que diz que esse aumento é baseado no melhor ativo do ano que passou na conta ativa e o passivo somos nós!

Como diria Bóris Casoy: Isso é uma vergonha!

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Um comentário sobre “91% de aumento: Isso é uma vergonha!

  1. Acho terrivel o ACM neto ser esfaqueado esta mulher é louca. Se cada acontecimento que venha do Senado, camara, ou qualquer governante decretar o que for necessário ou nao necessario o brasil teria uma morte por dia. Está mulher deve está desesperada, é procurar trata-la para que nao venha fazer isso novamente com qualquer outro ser humano. PIRADONA.

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