Hillary Clinton começa campanha

A senadora americana Hillary Clinton começou a campanha pré-eleitoral neste sábado com uma visita a Iowa (norte) – um Estado amplamente rural dos Estados Unidos que será o primeiro a se pronunciar como parte do processo das primárias para as presidenciais de 2008.

Uma semana depois de anunciar a pretensão de se lançar à indicação democrata e com a firme intenção de consegui-la, a campanha de Hillary vem causando um verdadeiro frenesi na mídia, num momento em que as pesquisas a situam na cabeça entre os democratas: segundo uma enquete publicada neste sábado pela revista Newsweek, ela teria o apoio de 55% dos democratas, contra 35% que prefeririam o adversário Barack Obama, a estrela em ascensão do partido.

A pesquisa da Newsweek também a dá como vencedora no caso de um duelo contra um dos três favoritos atuais à corrida pela indicação republicana, o senador John McCain (50% contra 44%), o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani (49% contra 46%) e contra o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney (56% contra 37%).

Em troca, as sondagens mais recentes mostram que Hillary enfrenta dificuldades neste final de semana para conseguir eleitores no Estado de Iowa (centro-oeste).

(do G1)

E se a GloboNews exibisse o Big Brother?

SÉRGIO RIPARDO
Editor de Ilustrada da Folha Online

Tomara que tenha sido mesmo apenas uma falha técnica do “sistema” o real motivo de o canal de notícias Globo News ter exibido ontem trechos do “Big Brother Brasil”. Imagina se o telespectador mais crítico começa a suspeitar que se trata de alguma nova estratégia de marketing simplesmente destinada a promover tal programa, cujo ibope, como se sabe, não tem animado muito a cúpula da Globo.

Boninho tenta usar toda sua experiência para corresponder às expectativas. Teve total carta branca para montar o elenco de sarados e saradas. Não se abriu nenhuma possibilidade ao acaso, como a inclusão de participantes “do povo” (na visão da Globo, são os pobres, feios e gordinhos, perfis que foram excluídos da seleção). O “BBB7” virou um teatro de marionetes. Não há espontaneidade. Nada é natural. Não existe “show de realidade”. É tudo uma ficção. Inclusive o que ocorre fora da casa.

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Para internautas, preguiça, gosto pelo grotesco e voyeurismo explicam o interesse pelo “BBB”

Ok, não vamos esperar muito da televisão neste período de férias, com o verão fervilhando e um calor que sufoca até pensamento. Também não vamos fazer uma tempestade em copo d’água no episódio da Globo News. Afinal, o canal ainda é um reduto da inteligência, tem credibilidade e consegue dar um verniz de bom gosto ao que transmite. O que precisa ser questionado é até onde iria a Globo no intuito de salvar o “BBB7”, sua “galinha dos ovos de ouro”, uma fonte de faturamento no período de recesso do mercado publicitário. Afinal, o consumidor ainda está pagando o peru de Natal e os presentes das crianças –além do IPVA, do seguro e impostos.

O fato é que a emissora demorou demais para explicar aos jornalistas o motivo da exibição de trechos do “BBB7”. Também não deu no ar satisfação ao telespectador sobre o que significava aquela conversa de seres humanos na piscina, procurando o azeite e o vinagre. A Globo News se apresenta como um canal de notícias 24h. É um canal pago acompanhado por um público qualificado, de alta renda, como profissionais de bancos e corretoras. Ninguém merece perder tempo com um conteúdo vazio e imbecilizante do “BBB7”, na hora do trabalho, sem falar no constrangimento de melar o noticiário econômico com cenas daquele calibre.

Se a Globo News seguisse os passos do Multishow, outro canal pago das Organizações Globo, haveria o elevado risco de gafes jornalísticas dignas do folclore. Lembre-se que o “BBB7” é cheio de cenas de nudez e banhos coletivos. Nada seria mais constrangedor do que, entre um flash ao vivo de um repórter na cratera do Metrô de São Paulo, a cena seguinte fosse direto da casa do “Big Brother”, onde participantes apareceriam só de roupa íntima, gritando palavrões ou difundindo preconceitos. Erro acidental ou intencional, triste também é ver que o “sistema”, bode expiatório de tantos defeitos e omissões, ainda falhe, inclusive na Globo. Não culpem os controladores de vôo.