Esqueça o desenvolvimento sustentável

Quando o ser humano começou a tomar consciência de que sua atuação na Terra, atrelada à incessante evolução da tecnologia, era maléfica ao equilíbrio do planeta, talvez já fosse um pouco tarde. A Amazônia já havia sofrido, a concentração de gás carbônico na atmosfera era maior do que o normal, a camada de ozônio estava danificada, muitas espécies em risco de extinção etc. A partir daí, o homem criou o conceito de desenvolvimento sustentável como maneira de acabar com os problemas.

Na realidade, chegamos a uma poluição tão grande que, mesmo aplicando o desenvolvimento sustentável, a inércia das nossas ações ainda trará graves conseqüências. Assim como num carro, se pararmos de acelerar, ele vai continuar andando mais alguns metros por causa da inércia. O que devemos fazer é pisar no freio. Para isso, só com uma ‘retirada’ sustentável. Para explicar melhor, vou usar o exemplo do aquecimento global.

Não basta só reduzir as emissões de gás carbônico e outros gases poluentes, a grande meta e o grande dilema do século XXI. Também precisamos reduzir a quantidade desses gases já emitida. Como fazer isso?

Não é fácil, mas há projetos de estudo em cima disso. Uma das maneiras é enterrar o gás carbônico em poços de petróleo já vazios, em minas de carvão mineral que já se esgotaram, e outros lugares. Outro jeito é forçar um aumento da absorção desse dióxido de carbono, trocando em miúdos, seqüestrar o carbono. É possível fazer isso com largos projetos de reflorestamento ou podemos multiplicar as algas oceânicas, responsáveis por mais de 90% da produção de gás oxigênio, pelo processo de fotossíntese.

Ou seja, o problema é complicado. Se o homem tivesse uma consciência ambiental há alguns séculos, e naquela época já aplicasse o desenvolvimento sustentável, não chegaríamos aonde chegamos agora. A responsabilidade aumentou, pois além de aplicar o desenvolvimento sustentável, devemos iniciar também a tal da ‘retirada’. Caso contrário, os efeitos que menos desejamos serão sentidos praticamente da mesma forma daqui a algumas décadas.

Adriano é articulista do blog Letras Despidas:
http://www.letrasdespidas.wordpress.com

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