Apagão aéreo: caos não só nos aeroportos

Não foi só nos aeroportos que houve um caos por causa do Apagão Aéreo. No Congresso Nacional o caos foi refletido. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) o clima foi bem pesado. A base governista queria vetar a CPI do Apagão Aéreo e conseguiram: por 39 votos a 21, o recurso do PT que pedia que a CPI não fosse instalada foi aprovado. Vitória parcial do governo, visto que o assunto ainda precisa ir a votação no plenário.

Durante a sessão, a minoria da oposição gritava “golpista”. ACM Neto (PFL-BA) disse que “a oposição terá vergonha na cara e não deixará o senhor presidir qualquer sessão a partir de agora. Vamos obstruir todos os trabalhos na CCJ”. E quase que a sessão terminou em pancadaria. O líder da oposição Júlio Redecker (PSDB-RS) (foto), só não partiu pra agressão contra Leonardo Picciani (PMDB-RJ), presidente da sessão porque foi impedido. O motivo foi porque Picchiani disse para que Redecker não cometesse leviandades. Redecker entendeu que Picchiani insinuou que ele estava chamando-o de leviano.

Em meios briga, protestos, gritos e os interesses do povo, o governo conseguiu engavetar mais uma CPI. Seria o medo de uma investigação? Será que o governo tem alguma coisa por trás desse Apagão? Alguém se lembra que o governo tentou impedir ao máximo a CPI dos Correios que queria investigar o caso do Roberto Jefferson e ninguém sabia o porque desse esforço? Alguns meses depois ficamos sabendo…

A Era do Rádio

      Em uma época não muito distante, onde a televisão ainda não existia e a Internet sequer era imaginada, o rádio viveu seus “golden years”. Caracterizado por uma programação voltada essencialmente ao entretenimento, com programas de auditório – que, mais tarde, Silvio Santos “beberia da fonte”, adaptando ao estilo televisivo –, humorísticos, novelas, jornalismo, entrevistas, esportes, entre outros, o rádio adquiriu audiência massiva durante toda a década de 40. Fazia parte da rotina diária as famílias se reunirem em volta do aparelho para ouvirem juntas seus programas prediletos.  

O filme “A Era do Rádio”, do diretor Woody Allen, ilustra perfeitamente o que o rádio representava à população naquela época: uma simples família judia americana tinha o rádio como principal fonte de diversão, inspiração e informação. 

O rádio deu tão certo por ser excessivamente acessível, barato, simples e instantâneo. Quem não sabe ler, escuta o rádio; quem não enxerga, escuta o rádio também. Ao contrário da TV e do jornal, que exigem atenção e concentração constantes, o rádio permite a realização de tarefas paralelas, ou seja, ouvimos rádio enquanto dirigimos, lavamos louça ou tomamos banho. Mesmo apresentando baixo custo para se manterem no ar, as emissoras de rádio são mantidas graças aos anúncios publicitários que são veiculados durante os intervalos.  

Utilizando somente a voz humana e alguns efeitos sonoros, o radialista continua sendo o melhor contador de histórias: ele compensa a ausência de imagens fazendo descrições bastante ricas e detalhadas, mudando seu tom de voz ou até ficando em total silêncio. Os elementos radiofônicos mexem com as emoções de seus ouvintes, fazendo com que a imaginação deles torne-se mais aguçada. 

Nos dias atuais, o rádio está presente em 88,8% dos lares brasileiros. É através das ondas radiofônicas que o executivo engravatado dirigindo seu Audi na Avenida Paulista e o senhor que está sofrendo com a seca do Nordeste se igualam: ambos se informam sobre seu mundo de forma instantânea, escutam a narração dos jogos de seu time de futebol, se divertem com programas humorísticos e ouvem as músicas mais pedidas da semana.