Mensalão do bicho

Recentemente a Polícia Federal descobriu um esquema milionário que ligava a contravenção do jogo do bicho, as máquinas de caça-níquel, o carnaval carioca e a corrupção no Judiciário. Um esquema de enormes proporções que envolveria um mega-mensalão do Judiciário, que garantia proteção judicial e policial ao grupo de criminosos e seria operado pelo policial civil Marcos Bretas, a mando de Júlio César Guimarães Sobreira e José Renato Granado Ferreira, secretário-geral e ex-presidente da Associação dos Administradores de Bingos do Rio (Aberj), respectivamente.

As investigações, que ainda não foram comprovadas, indicam que a associação seria controlada por Aniz Abrahão David, o Anísio (presidente da honra da escola de samba Beija-Flor), e Aílton Guimarães Jorge, o capitão Guimarães (presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro – Liesa). Ao lado de Anísio e capitão Guimarães, comandaria também o esquema o bicheiro Antonio Petrus Kalil, o Turcão. Em um hotel de Turcão seriam realizados encontros do “núcleo duro” da organização.

Todos estão presos na carceragem da Polícia Federal em Brasília junto com Marcos Bretas, o policial que seria responsável pela arrecadação do dinheiro com os donos de bingos e também pelos pagamentos aos “colaboradores”.

Gravações autorizadas pela Justiça revelaram à PF que os pagamentos seriam feitos sempre entre os dias 15 e 17 de cada mês. Entre os beneficiados estaria o delegado aposentado da Polícia Federal Luiz Paulo Dias de Mattos, também preso na Operação Furacão. Ele receberia do delegado da PF na ativa Carlos Pereira da Silva informações sigilosas sobre operações policiais contra casas de bingo, como a Vegas 3. Um portal de notícias apurou que, em fevereiro de 2007, o delegado aposentado teria tentado antecipar o pagamento da propina num diálogo com Marcos Bretas. Susie Dias de Mattos, delegada federal, também integraria o “braço policial” da máfia.

Descobriram o que todo mundo já sabia: a ligação do jogo do bicho com o carnaval carioca, a polícia e o judiciário, uma enorme ligação envolvendo muito dinheiro. Mais uma que o brasileiro leva, uma enorme máfia, que só mostra que nosso país tem uma política econômica sólida e uma política social medíocre. Rezemos, leitores, para que esse não seja mais um caso que termine na impunidade e que não recebemos uma bela pizza na cara!

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