SBT deve não renovar com a Televisa e volta As Pupilas

Mudanças no setor dramaturgo no SBT: boatos dizem que um grupo de diretores do SBT tem tentado convencer Silvio Santos de não renovar com a Televisa para as novelas, segundo dos boatos, Silvio teria levado a idéia em consideração. Segundo a Folha de São Paulo, os executivos do SBT afirmam que são as novelas mexicanas que diminuem a audiência do SBT, dão, no máximo, quatro pontos, perdendo até pra Gazeta. Os programas que vem depois dão uma boa audiência, mas são prejudicados pelo baixo resultado das novelas. Ídolos dá 10, SBT Brasil, que vem crescendo, dá nove de média.

Acalmem-se fãs das séries de Chespirito. Chaves e Chapolin são negociados a parte, o contrato que o SBT não quer renovar é com as novelas, o que não implica na renovação dos direitos de exibição das séries de Bolaños.

Não é de hoje que boatos como esse rondam a emissora, ano passado Silvio teria dito que tinha perdido o interesse nas novelas mexicanas por não terem retorno financeiro. “Prefiro uma brasileira dando cinco do que uma mexicana dando dez”, teria dito Silvio segundo um jornal carioca.

Nessa mesma declaração, era anunciada as reprises de As Pupilas do Senhor Reitor e posteriormente “Éramos Seis”. A reprise de “As Pupilas” foi ao ar, mas por motivos de direitos autorais da música “Canção do Mar”, cantada por Dulce Pontes, a novela foi interrompida com apenas quatro capítulos exibidos. Foi anunciado em alguns dias de fevereiro que a novela voltaria ao ar, gerando especulações dos horários (foi cogitada às 20h30, 19h15, 18h30) mas só agora, no final de abril, foi anunciado o horário: a partir do dia 7 de maio, às 15:40, assim que se encerrar a novela “O Diário de Daniela”.

A faixa “Novelas da Tarde”, tradicional desde 2004 e que já foi usada nos anos 80 e 90, trazia desde agosto de 2005 novelas estrangeiras. As Pupilas irá quebrar esse jejum de quatro novelas estrangeiras (três mexicanas e uma colombiana).

Inclusive, a novela “Destilando Amor”, que vem perdendo até pra Gazeta, não foi exibida hoje. Agora oficialmente só duas novelas mexicanas são exibidas na emissora: Mundo de Feras e O Diário de Daniela, cenário que mudará quando As Pupilas chegar e apenas Mundo de Feras será exibida.

Bowling for Virginia Tech: a herança de Columbine

Bowling for Virgnia Tech

Hoje fazem exatos 8 anos desde o massacre de Columbine e 5 dias após a recente tragédia em Virginia Tech.

Eric Harris e Dylan Klebold, os precursores de massacres em escolas americanas, eram adolescentes aparentemente normais. Ótimos alunos, de boa linhagem, de invejável renda. No entanto, isso não era o suficiente para eles. Algo lhes faltava, algo lhes incomodava. Nenhum deles era popular no colégio, não ligavam para isso, se vestiam à sua maneira, o que era motivo de piada por parte das “panelinhas” dos atletas e mauricinhos. Ao invés de praticarem esportes, preferiam ficar em frente ao computador, trocando idéias sobre nazismo e bombas caseiras na Internet. Durante todo este tempo, a dupla planejava vingança; vingança contra aqueles que faziam suas vidas miseráveis, ridículas, vazias e sem valor.

Foi então que, naquela manhã de 20 de Abril de 1999, Eric e Dylan abriram fogo contra todos aqueles que os humilharam e os reduziram à nada durante aqueles anos em Columbine, no estado do Colorado. Munidos do lema “mato aqueles de quem não gosto, jogo fora o que não quero e destruo o que odeio”, eles mataram a tiros 12 alunos e um professor, antes de cometerem suicídio, totalizando 15 mortos.

Eis que essa semana alguém resolve prestar uma homenagem aos “mártires”. Cho Seung-Hui, um estudante sul-coreano de 23 anos, igualmente ridicularizado, humilhado e repleto de ódio, executou 32 pessoas de sua universidade. Assim como Eric e Dylan, Cho era perseguido pelos insultos e brincadeiras sem graça de seus “colegas” populares, que insistiam em fazem piadas com sua timidez e modo de falar. Seus professores do curso de Literatura o descreviam como “um cara solitário e perturbado”, “autor de textos violentos e assustadores”.

Tento entender ambos os lados e não consigo compreender como o ser humano pode ser tão extremo. O que levam as pessoas a se acharem superiores umas às outras? O que temos de diferente entre nós? Se eu não me visto como você, você pode me humilhar? Se eu não gosto de você, eu preciso te matar? Tudo é motivo de deboche, tudo é motivo de violência?

É aquela velha lei de Hitler (que, aliás, comemoraria seu 118º aniversário hoje se estivesse vivo): eliminar os impuros, os fora do padrão imposto. “Volte para China!”, diziam para Chu. “Seus Mercedes não eram o bastante, suas crianças chatas. Todos os seus deboches não bastavam”, desabafou Chu pela última vez, em uma fita de vídeo que enviou para a rede NBC. Afinal, quem é o mais hipócrita nessa história toda?

Para tentar entender o motivo pelo qual os EUA são palco para tantas tragédias juvenis, o cineasta Michael Moore filmou o documentário Tiros em Columbine, em 2002. Moore tenta analisar o que se passa na cabeça e na vida dos americanos para que eles cometam crimes como estes. A chacina em Columbine também serviu de inspiração para o cineasta Gus Van Sant, em Elefante, de 2003. O filme é simplesmente um Tiros em Columbine ensaiado, com roteiro, atores, script e nenhuma análise crítica explícita, ficando a critério do público tirar as próprias conclusões.

Vale a pena visitar o blog Bryce’s Journal, de um aluno de Virginia Tech que redigiu relatos e fez diversas filmagens no exato momento do massacre. Confiram: http://ntcoolfool.livejournal.com/