Referendo: Prévia de votos

Continuando a nossa eleição pelo layout do blog, informamos a prévia da votação: A “Opção 2” (Vermelho-Calcinha-de-Quenga) segue na liderança com 57,14% dos votos. A “Opção 1” (Azul-Calcinha) está perdendo com 42,86%. Brancos e nulos registram 0%, não souberam ou não opinaram também com 0%. A margem de erro é de 0% para mais ou para menos.

Segundo o instituto Data Fod*-se, a disputa deve ser resolvida nos pênaltis. Já a revista Veja diz que um dossiê da base da “Opção 1” iria incriminar a base da “Opção 2” por compra de votos. O dossiê pode ser falso, pode ser verdadeiro, pode ser meio falso, meio verdadeiro, com muzzarela e peperone e de massa leve.

Brincadeiras a parte, a votação vai até o dia 30 de abril. Se você quer votar, clique aqui. Não precisa de título de eleitor e nem de carteira de identidade. A votação é de graça e você não gasta um centavo.

Depois de 56 horas, seqüestro termina sem vítimas

Chegou ao fim por volta das 20h desta quinta-feira (26) o drama da família de Campinas, a 95 km de São Paulo, que era mantida refém de um assaltante desde as 12h de terça-feira (24). Mara Tomaz Souza, de 30 anos, e seus dois filhos, de 7 e 10 anos, foram libertados sem ferimentos por Gleison Flávio de Salles, conhecido como “Madruga”, de 23 anos, que os mantinha sob a mira de uma pistola semi-automática.

A negociação para libertar os reféns presos dentro de casa foi a mais longa da história do estado de São Paulo. A segunda mais longa aconteceu em janeiro deste ano em Osasco, na Grande São Paulo, e durou 37 horas.

O bandido invadiu a casa das vítimas – na Rua Cineo Pompeu de Camargo, no Jardim Novo Campos Elíseos – quando fugia da polícia, depois de assaltar uma loja. O terceiro filho de Mara, Murilo, de 4 anos, também foi mantido refém, mas acabou libertado na terça-feira (24) em troca de um colete à prova de balas.

O menino Vitor, de 10 anos, continuou refém junto com a mãe e outro irmão até as 19h10 desta quinta, quando foi libertado. De acordo com a polícia, o menino está bem e já se encontrou com o pai, Isnaldo Soares de Oliveira. A primeira coisa que fez ao deixar a casa foi comer uma paçoca.

Mara e o filho de 7 anos continuaram reféns até as 20h, quando, após um barulho de tiro, agentes do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiram a residência, prenderam o assaltante e libertaram os reféns. “Os três reféns saíram ilesos e temos também o seqüestrador preso ileso. A ação do Gate foi coroada de êxito”, disse o major responsável pela operação, Luciano Casagrande.

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Mara Tomaz chora ao lado do filho Thiago após fim do seqüestro (Foto: Reprodução TV Globo)

Segundo a polícia, o acordo com o seqüestrador era que ele deixaria a casa algemado à mulher chamada para auxiliar na negociação. No entanto, Gleison deu um tiro em direção ao portão da casa. Após o disparo, o Gate resolveu agir e invadiu a residência. Gleison correu para os fundos e foi encontrado embaixo de uma cama. Ele foi desarmado e acabou se entregando.

As luzes da casa foram acesas, no primeiro sinal de que o drama havia terminado. Luciano Casagrande foi o primeiro a confirmar que o seqüestro havia terminado: ele deixou a casa e fez sinal de positivo. Mara Tomaz deixou a casa acenando com o filho Thiago, de 7 anos. Os dois foram encaminhados a uma ambulância. No veículo, Mara recebeu um beijo do marido. A criança chorava em meio à confusão.

O seqüestrador passou por exames ainda dentro da casa das vítimas e deve ser encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo de delito, e depois, segue para a delegacia. O seqüestrador deixou o local às 20h45, no carro da polícia, descalço, de bermuda e sem camisa. Ele estava com o sobrancelha direita machucada. Ainda não se sabe o que provocou o ferimento.

O secretário de Segurança Pública do estado, Ronaldo Mazargão, chegou à casa onde ocorreu o seqüestro por volta das 20h45 para parabenizar os policiais que participaram da negociação.

Identidade do assaltante

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Murilo, de 4 anos, foi o primeiro libertado (Foto: Reprodução TV Globo)

O ladrão que invadiu a casa da família Souza recebeu pelo menos três identificações durante os dois dias de tensão. Primeiro foi Felipe, depois Ivanildo. A polícia divulgou na tarde desta quinta-feira (26) que o verdadeiro nome do assaltante é Gleison Flávio de Salles. Após o nome ser descoberto, uma ex-namorada próxima ao criminoso foi chamada para participar da negociação.

A mulher, que não teve a identidade revelada, foi quem assumiu a negociação com o criminoso desde o fim da tarde desta quinta. A conversa era feita por uma fresta da janela da casa onde aconteceu o seqüestro. De acordo com coronel da Polícia Militar Eliziário Barbosa, um dos comandantes da operação, Gleison demonstrava calma quando conversava com a amiga.

“Nunca tivemos uma negociação tão lógica desde o início do caso”, disse o coronel. Nos últimos momentos, Gleison já havia até abandonado a exigência de fugir em um carro. “Ele não falava mais em fuga, estava convencido de que iria ser preso”, contou o PM. Antes da invasão da polícia, o criminoso havia trancado as portas e construído barricadas para que as vítimas não saíssem.

De acordo com o major Luciano Casagrande, o criminoso nasceu em Recife e fugiu da penitenciária de Hortolândia, na região de Campinas. Gleison foi condenado em 2003 por homicídio e três tentativas de homicídio. Ele foi definido pelos policiais como uma pessoa imprevisível, instável e ameaçadora.

A ameaça aos policiais foi constante durante as negociações. “Ele está nervoso. Mantém sua posição firme e não dá espaço para o negociador. Faz sempre ameaças”, disse Casagrande durante o trabalho para libertar as vítimas. O assaltante insistia no pedido de um carro para fugir, o que foi negado durante todo o tempo pela polícia. Contrariado, ele suspendia as negociações e ficava horas sem fazer contato, o que aumentava a tensão. Ele chegou a propor a libertação das crianças para fugir no carro com Mara, hipótese também recusada pela polícia.

A residência ficou sem energia desde o início da madrugada de quarta-feira (25). Sem fósforos e, portanto, sem a possibilidade de cozinhar, o bandido e os reféns ficaram “à base de biscoitos”, segundo o major Luciano Casagrande.

Fonte: Portal G1