Neonazismo de volta a ativa

Homofobia, racismo, xenofobia, preconceito. É, o neonazismo está de volta a ativa pela Internet. Defendendo a “bandeira branca da guerra”, um dos sites mais populares do Brasil sobre o assunto, White Power Brasil, que usou uma tática antiga para fugir das leis brasileiras: se hospedar em um servidor norte-americano, sendo assim protegidos pela lei norte-americana, que defende a livre liberdade de expressão, nem que seja preconceito puro e propagação da intolerância (e deve ser por isso que volta e meia tem um tiroteio em alguma universidade por lá).

Logo na abertura do site, fala-se em lutar contra a destruição da raça branca, além de lutar contra a “infestação” judaica no dia-a-dia. Ao longo do site, aparecem imagens da suástica, de Hitler, mensagens anti-gays e contra os imigrantes ilegais, dizendo que eles são responsáveis pelo desemprego, contrabando, violência e todo o mal da humanidade.

Além de outras sessões repletas de preconceito, linguagem da 2ª Guerra e menções a Hitler, deu-me enjôo e tive que sair do site.

Segundo o portal Terra Magazine, o site está hospedado em um servidor americano, com o número de registro E1C356C79CF0F0FD, no nome de “Richard Sammoel Schnauzer”. O e-mail e endereço fornecido no registro são falsos. No Google não há registro de ninguém que se chame Richard Sammoel Schnauzer. O site ainda conta com uma “lojinha virtual”, que vende produtos nazistas.

A agência de notícias “AfroPress” descobriu o autor de várias ameaças a seu presidente. O autor é Marcelo Vale Silveira Mello, que se escondia por trás do pseudônimo “DR0K3D, o justiceiro” para espalhar mensagens de racismo e xenofobia pela rede.

É lamentável ver que em pleno século XXI ainda existe esse tipo de racismo, esse tipo sujo de atitude. A tal “supremacia ariana”, defendida nesse site, não leva em consideração o estudo que comprova que ninguém é “100% Branco” ou “100% Negro” no Brasil. A miscigenação das raças no Brasil foi tanta que não há mais diferenças, apenas na quantidade de pigmento há em nossa pele, enquanto nos nossos genes, a “bagunça” é generalizada.

Defender que uma única raça é a correta, um único modo de viver é o correto é inútil, a diferença é inevitável. As diferenças existem e são ótimas. A intolerância é o fim da humanidade, o preconceito é o fim da liberdade de expressão. Quem é preconceituoso, intolerante, só mostra mais que vive preso a um passado macabro, onde as pessoas não podiam ser quem elas são.

Não são as diferenças que devem ser combatidas, e sim esse preconceito, esse pensamento ultrapassado, essa doença que é a xenofobia. Viva as diferenças culturais, raciais, sexuais e todo o tipo de diferença. Até porque, como dizia Nelson Rodrigues, toda a unanimidade é burra!

PS: A lei 7.716 também enquadra esses sites. Primeiro parágrafo do artigo 20: “Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa”. Parágrafo segundo: “Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza: reclusão de dois a cinco anos e multa”.

Análise: Destilando Amor, Espantando audiência

Destilar, segundo o dicionário online Priberam, significa soltar aos poucos, gota por gota. Na audiência, a novela Destilando Amor espantou os telespectadores de uma só vez e foi destilada aos poucos da programação do SBT. Primeiro teve seu horário reduzido: de uma hora, passou para 45 minutos, depois pra 30 e depois saiu de vez. Um dramalhão tipicamente mexicano que não agradou aos telespectadores, acostumados com histórias chocantes ou humorísticas. Os dramalhões da Televisa parece não ter mais vez nas telas brasileiras, e Silvio sentiu isso da pior forma. Na quinta feira, última exibição de Destilando Amor, a audiência foi de 1,5 pontos, só ganhando da RedeTV!. Um pouco mais de duas mil pessoas assistindo a novela em São Paulo.

Destilando Amor foi uma idéias dos mexicanos da Televisa no SBT, pelo visto agora Silvio não quer mais suas idéias. O contrato do SBT com a Televisa, que uma grande parte dos executivos do SBT não querem renovar, diz que a trama não pode ter sua exibição interrompida. Segunda-feira, a história de pior audiência do SBT (pior do que A Vida é um Jogo) deve voltar ao ar, com duração de meia hora. A tesoura é improvável, porque se não não haveria tempo de dublar e exibir, visto que a diferença de exibição SBT pra Televisa é de poucas semanas.

Tudo isso parece mudar o conceito da Televisa na cabeça de Silvio Santos. Silvio assinou com a Televisa porque o ex-vice presidente na época era amigo dele. Quando mudou o presidente, mudou o vice. Emílio Azcagárra Jean, o terceiro presidente da história da emissora ordenou fazer de tudo para comprar 30% do SBT. A tática foi minar a audiência e o primeiro golpe foi Destilando Amor. Os executivos do SBT perceberam essa estratégia e Silvio, que pode ser louco, mas não bobo, parece que vai dispensar essa ajuda. Com parceiros assim, era melhor ter chamado alguns bispos da Universal, o resultado seria menos dramático.

E voltamos ao antigo layout…

Depois de uma experiência num novo layout no estilo azul-Orkut (a.k.a azul-calcinha) por causa de uma propaganda enganosa de que as cores seriam personalizada. Essa propaganda não se concretizou, voltamos a esse layout parecido com o do portal G1.

Amanhã, feriado de São Jorge na cidade do Rio de Janeiro, não irei atualizar o blog.

SBT deve não renovar com a Televisa e volta As Pupilas

Mudanças no setor dramaturgo no SBT: boatos dizem que um grupo de diretores do SBT tem tentado convencer Silvio Santos de não renovar com a Televisa para as novelas, segundo dos boatos, Silvio teria levado a idéia em consideração. Segundo a Folha de São Paulo, os executivos do SBT afirmam que são as novelas mexicanas que diminuem a audiência do SBT, dão, no máximo, quatro pontos, perdendo até pra Gazeta. Os programas que vem depois dão uma boa audiência, mas são prejudicados pelo baixo resultado das novelas. Ídolos dá 10, SBT Brasil, que vem crescendo, dá nove de média.

Acalmem-se fãs das séries de Chespirito. Chaves e Chapolin são negociados a parte, o contrato que o SBT não quer renovar é com as novelas, o que não implica na renovação dos direitos de exibição das séries de Bolaños.

Não é de hoje que boatos como esse rondam a emissora, ano passado Silvio teria dito que tinha perdido o interesse nas novelas mexicanas por não terem retorno financeiro. “Prefiro uma brasileira dando cinco do que uma mexicana dando dez”, teria dito Silvio segundo um jornal carioca.

Nessa mesma declaração, era anunciada as reprises de As Pupilas do Senhor Reitor e posteriormente “Éramos Seis”. A reprise de “As Pupilas” foi ao ar, mas por motivos de direitos autorais da música “Canção do Mar”, cantada por Dulce Pontes, a novela foi interrompida com apenas quatro capítulos exibidos. Foi anunciado em alguns dias de fevereiro que a novela voltaria ao ar, gerando especulações dos horários (foi cogitada às 20h30, 19h15, 18h30) mas só agora, no final de abril, foi anunciado o horário: a partir do dia 7 de maio, às 15:40, assim que se encerrar a novela “O Diário de Daniela”.

A faixa “Novelas da Tarde”, tradicional desde 2004 e que já foi usada nos anos 80 e 90, trazia desde agosto de 2005 novelas estrangeiras. As Pupilas irá quebrar esse jejum de quatro novelas estrangeiras (três mexicanas e uma colombiana).

Inclusive, a novela “Destilando Amor”, que vem perdendo até pra Gazeta, não foi exibida hoje. Agora oficialmente só duas novelas mexicanas são exibidas na emissora: Mundo de Feras e O Diário de Daniela, cenário que mudará quando As Pupilas chegar e apenas Mundo de Feras será exibida.

Bowling for Virginia Tech: a herança de Columbine

Bowling for Virgnia Tech

Hoje fazem exatos 8 anos desde o massacre de Columbine e 5 dias após a recente tragédia em Virginia Tech.

Eric Harris e Dylan Klebold, os precursores de massacres em escolas americanas, eram adolescentes aparentemente normais. Ótimos alunos, de boa linhagem, de invejável renda. No entanto, isso não era o suficiente para eles. Algo lhes faltava, algo lhes incomodava. Nenhum deles era popular no colégio, não ligavam para isso, se vestiam à sua maneira, o que era motivo de piada por parte das “panelinhas” dos atletas e mauricinhos. Ao invés de praticarem esportes, preferiam ficar em frente ao computador, trocando idéias sobre nazismo e bombas caseiras na Internet. Durante todo este tempo, a dupla planejava vingança; vingança contra aqueles que faziam suas vidas miseráveis, ridículas, vazias e sem valor.

Foi então que, naquela manhã de 20 de Abril de 1999, Eric e Dylan abriram fogo contra todos aqueles que os humilharam e os reduziram à nada durante aqueles anos em Columbine, no estado do Colorado. Munidos do lema “mato aqueles de quem não gosto, jogo fora o que não quero e destruo o que odeio”, eles mataram a tiros 12 alunos e um professor, antes de cometerem suicídio, totalizando 15 mortos.

Eis que essa semana alguém resolve prestar uma homenagem aos “mártires”. Cho Seung-Hui, um estudante sul-coreano de 23 anos, igualmente ridicularizado, humilhado e repleto de ódio, executou 32 pessoas de sua universidade. Assim como Eric e Dylan, Cho era perseguido pelos insultos e brincadeiras sem graça de seus “colegas” populares, que insistiam em fazem piadas com sua timidez e modo de falar. Seus professores do curso de Literatura o descreviam como “um cara solitário e perturbado”, “autor de textos violentos e assustadores”.

Tento entender ambos os lados e não consigo compreender como o ser humano pode ser tão extremo. O que levam as pessoas a se acharem superiores umas às outras? O que temos de diferente entre nós? Se eu não me visto como você, você pode me humilhar? Se eu não gosto de você, eu preciso te matar? Tudo é motivo de deboche, tudo é motivo de violência?

É aquela velha lei de Hitler (que, aliás, comemoraria seu 118º aniversário hoje se estivesse vivo): eliminar os impuros, os fora do padrão imposto. “Volte para China!”, diziam para Chu. “Seus Mercedes não eram o bastante, suas crianças chatas. Todos os seus deboches não bastavam”, desabafou Chu pela última vez, em uma fita de vídeo que enviou para a rede NBC. Afinal, quem é o mais hipócrita nessa história toda?

Para tentar entender o motivo pelo qual os EUA são palco para tantas tragédias juvenis, o cineasta Michael Moore filmou o documentário Tiros em Columbine, em 2002. Moore tenta analisar o que se passa na cabeça e na vida dos americanos para que eles cometam crimes como estes. A chacina em Columbine também serviu de inspiração para o cineasta Gus Van Sant, em Elefante, de 2003. O filme é simplesmente um Tiros em Columbine ensaiado, com roteiro, atores, script e nenhuma análise crítica explícita, ficando a critério do público tirar as próprias conclusões.

Vale a pena visitar o blog Bryce’s Journal, de um aluno de Virginia Tech que redigiu relatos e fez diversas filmagens no exato momento do massacre. Confiram: http://ntcoolfool.livejournal.com/

Dia do Índio

Em homenagem ao Dia do Índio, a música que nenhuma creche tocou, nenhum programa de TV usou essa matéria como música de fundo, ninguém nunca ouviu e nunca foi um clichê:

Todo Dia Era Dia de Índio
Baby do Brasil

Composição: Jorge Ben

Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar

Curumim,chama Cunhatã
Que eu vou contar

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Antes que o homem aqui chegasse
Às Terras Brasileiras
Eram habitadas e amadas
Por mais de 3 milhões de índios
Proprietários felizes
Da Terra Brasilis

Pois todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril

Mas agora eles só tem
O dia 19 de Abril

Amantes da natureza
Eles são incapazes
Com certeza
De maltratar uma fêmea
Ou de poluir o rio e o mar

Preservando o equilíbrio ecológico
Da terra,fauna e flora

Pois em sua glória,o índio
É o exemplo puro e perfeito
Próximo da harmonia
Da fraternidade e da alegria

Da alegria de viver!
Da alegria de viver!

E no entanto,hoje
O seu canto triste
É o lamento de uma raça que já foi muito feliz
Pois antigamente

Todo dia era dia de índio
Todo dia era dia de índio

Curumim,Cunhatã
Cunhatã,Curumim

Terêrê,oh yeah!
Terêreê,oh!

Mensalão do bicho

Recentemente a Polícia Federal descobriu um esquema milionário que ligava a contravenção do jogo do bicho, as máquinas de caça-níquel, o carnaval carioca e a corrupção no Judiciário. Um esquema de enormes proporções que envolveria um mega-mensalão do Judiciário, que garantia proteção judicial e policial ao grupo de criminosos e seria operado pelo policial civil Marcos Bretas, a mando de Júlio César Guimarães Sobreira e José Renato Granado Ferreira, secretário-geral e ex-presidente da Associação dos Administradores de Bingos do Rio (Aberj), respectivamente.

As investigações, que ainda não foram comprovadas, indicam que a associação seria controlada por Aniz Abrahão David, o Anísio (presidente da honra da escola de samba Beija-Flor), e Aílton Guimarães Jorge, o capitão Guimarães (presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro – Liesa). Ao lado de Anísio e capitão Guimarães, comandaria também o esquema o bicheiro Antonio Petrus Kalil, o Turcão. Em um hotel de Turcão seriam realizados encontros do “núcleo duro” da organização.

Todos estão presos na carceragem da Polícia Federal em Brasília junto com Marcos Bretas, o policial que seria responsável pela arrecadação do dinheiro com os donos de bingos e também pelos pagamentos aos “colaboradores”.

Gravações autorizadas pela Justiça revelaram à PF que os pagamentos seriam feitos sempre entre os dias 15 e 17 de cada mês. Entre os beneficiados estaria o delegado aposentado da Polícia Federal Luiz Paulo Dias de Mattos, também preso na Operação Furacão. Ele receberia do delegado da PF na ativa Carlos Pereira da Silva informações sigilosas sobre operações policiais contra casas de bingo, como a Vegas 3. Um portal de notícias apurou que, em fevereiro de 2007, o delegado aposentado teria tentado antecipar o pagamento da propina num diálogo com Marcos Bretas. Susie Dias de Mattos, delegada federal, também integraria o “braço policial” da máfia.

Descobriram o que todo mundo já sabia: a ligação do jogo do bicho com o carnaval carioca, a polícia e o judiciário, uma enorme ligação envolvendo muito dinheiro. Mais uma que o brasileiro leva, uma enorme máfia, que só mostra que nosso país tem uma política econômica sólida e uma política social medíocre. Rezemos, leitores, para que esse não seja mais um caso que termine na impunidade e que não recebemos uma bela pizza na cara!