Morre o deputado federal Enéas Carneiro

O deputado federal Enéas Carneiro (PR) morreu neste domingo (6), no Rio de Janeiro, em sua residência. A morte do parlamentar de 68 anos aconteceu em decorrência de uma leucemia.

O parlamentar estava internado no Hospital Samaritano, no Rio, mas, por causa do agravamento da doença, ele passou os últimos quatro dias em casa sob o acompanhamento da família.

O assessor do deputado federal, Robson Malec, informou que a família de Enéas ainda não decidiu sobre o velório ou se ainda vai cremá-lo, como era o desejo do parlamentar.
Segundo o líder do PR na Câmara, Luciano Castro (RR), Enéas estava lúcido até sábado, mas estava bastante debilitado devido ao tratamento de quimioterapia. O líder do PR na Câmara lamentou a morte do colega de partido e afirmou que deve cancelar uma viagem que faria ao Uruguai para participar do velório.

“Ele era um nacionalista. Uma figura de muita relevância para o Partido da República, que ele ajudou a fundar. Infelizmente, ele não teve tempo de participar do partido devido à leucemia”, afirmou Castro ao G1.

O deputado Enéas Ferreira Carneiro nasceu em novembro de 1938, em Rio Branco, no Acre. Fundador do Partido de Reedificação da Ordem Nacional (Prona), ele foi eleito deputado federal em 2002 com o maior número de votos da história: 1,5 milhão. Ele conseguiu a reeleição em 2006 e deveria ficar no cargo até 2010.

Enéas se formou em medicina em 1965 pela Escola de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro e tinha mestrado em cardiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Em 1989, ele concorreu pela primeira vez à presidência da República e conseguiu apenas 360.574 votos.

O político voltou a concorrer ao cargo em 1994 e 1998, quando obteve 4.671.457 e 1.447.090 votos, respectivamente. Na época, defendeu o rompimento do Brasil com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e criticou a globalização e as privatizações.

Em 2000, Enéas concorreu à Prefeitura de São Paulo, quando obteve apenas 3% dos votos válidos. Depois disso, decidiu concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, quando obteve a maior votação da história.

Em 2003, viveu um dos períodos mais conturbados de sua carreira política. Ele teve seu sigilo bancário e fiscal quebrados por suspeitas de vendas de candidaturas nas chapas do Prona.

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Talvez um dos únicos que você podia falar: “esse não rouba”. Enquanto Enéas vai, ACM fica e se procria!

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Um comentário sobre “Morre o deputado federal Enéas Carneiro

  1. A morte de Enéas não vai transformá-lo em mártir, pelo menos para mim.

    Ele era um candidato no qual nunca depositaria meu voto, e mesmo não havendo provas de que era corrupto, não era um bom candidato a creditar confiança.

    Lembro-me de suas demonstrações preconceituosas, dizendo que repudiava certos aspectos sociais, como liberdade sexual. Um político que chega a ponto de propagar um conservadorismo tosco como esse não é alguém a quem deve-se votar, na minha opinião.

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