Ensino público carioca sem reprovação

O que já não era uma das maravilhas do mundo, piorou. O ensino público carioca está sem reprovação, segundo a resolução Nº 946 de 25 de Abril de 2007, assinado pela Secretária Municipal de Educação, Sônia Maria Corrêa Mograbi.

A resolução diz: “Art. 1º – A avaliação dos alunos da Rede Municipal de Ensino será contínua, considerando-se o registro como instrumento fundamental para o acompanhamento do desenvolvimento e aprendizagem dos alunos”. Traduzindo: todo mundo passa e a nota é só pra ver se o aluno tá bom ou não, mas estando bom, estando ruim, ele passa.

A partir de agora existem apenas três conceitos na rede pública: MB (Muito Bom), que é aquele aluno que atingiu os objetivos e não precisa de recuperação, B (Bom), que é aquele aluno que atingiu os objetivos, porém com um eventual trabalho de recuperação paralela e o R (Regular), que é aquele aluno que atingiu parcialmente os objetivos e que precisou de recuperação paralela. Antigamente havia o I (Insuficiente), que era o aluno que não atingiu nenhum objetivo e nem conseguiu atingir os objetivos com a recuperação, a única nota que não reprovava, não existe mais, o I virou R, sem o seu maior objetivo, a reprovação.

O que se vê nas escolas da rede pública é uma revolta geral. Professores que só irão dar MB para seus alunos, assim fazendo a vontade da Prefeitura, que é mostrar para o Governo Federal que todos os alunos do Rio de Janeiro são Muito Bons, mostrando que o Ciclo de Ensino funciona e que os alunos mostram mais resultados quando não há reprovação. Já há professores que fazem o contrário, darão R para todos, mas e aquele aluno que não é R? Que é um aluno MB, como é que fica? Também leva R?

Uma das mudanças dessa resolução é que o aluno terá um único conceito do trimestre, o “Conceito Global”, que centraliza em um único conceito todas as matérias. Ou seja, se um aluno é MB em matemática e R em inglês e geografia, ele fica com B.

Mais uma vez o povo levou mais um tapa na cara, ficou claro o interesse da Prefeitura de emburrecer os seus alunos, para que eles não tenham censo crítico para contestar suas decisões quando eles tiverem o direito de votar e poderem cobrar dos governantes uma atitude digna.

Um país que não investe na educação e não leva a sério os seus jovens está condenado ao subdesenvolvimento e a exploração das nações desenvolvidas. Agora, mais do que nunca, os pais devem cobrar de seus filhos o bom desempenho escolar, pois caberá aos pais avaliar o desempenho de seus filhos, porque agora não há mais reprovação, e lembrar que a Prefeitura, do Sr. Prefeito César Maia, fez o ensino público carioca regredir bastante, e se nada for feito, se o povo não cobrar, o futuro se mostra cada vez mais obscuro e sem perspectiva de melhora.

Em tempo, segundo o jornal “Extra”, do Rio de Janeiro, o sindicato dos professores vai recorrer dessa resolução. Vamos acompanhar os próximos capítulos e torcer para um final feliz, afinal, essa novela interessa a todos nós.

Universitários distribuem camisinhas no encontro com o Papa

Um grupo de estudantes universitários distribuiu camisinhas embaladas com o rótulo do Ministério da Saúde aos fiéis que se dirigiam ao Estádio do Pacaembu para o encontro do Papa com os jovens.

Os preservativos são normalmente distribuídos em campanhas governamentais de combate a doenças sexualmente transmissíveis. Quem passou pelo grupo recebeu a camisinha fechada ou inflada em forma de balão.

As estudantes de dança Velma de Jesus e Naná Lopes abordaram até um grupo de freiras que passava pela Avenida Pacaembu.

Elas entregaram 280 camisinhas no total e negaram a intenção de polemizar com a Igreja Católica. “Não é um recado para o Papa, é para as pessoas usarem mesmo”, disse Naná Lopes.

Uma das estudantes, que não quis se identificar, disse que “as pessoas abordadas demonstram consciência e se mostram a favor do uso do preservativo”.

“Nosso Estado é laico, e somos mamíferos sexuados, portanto não tem nada de errado em distribuir camisinhas aqui”, afirmou um outro estudante que também não quis se identificar.

Muitos dos católicos que passavam pelo grupo e recebiam as camisinhas, paravam para conversar e levavam o preservativo guardado no bolso.

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Ah, queria ver como o Papa ficaria se visse isso…