Destilando Amor pode voltar depois de Mundo de Feras

Depois de ter retirado a novela mexicana Destilando Amor do ar, o SBT prepara para tirar do ar mais uma “chicana” do ar, mas mostrando seu final. A novela “Mundo de Feras”, que já foi exibida por completo no México, chegou as suas últimas semanas no Brasil, com apenas 2 meses de exibição. A expectativa dos fãs da novela Destilando Amor, que foi tirada do ar sem ter seu final exibido, é que a novela volte neste horário. A novela Mundo de Feras marca cerca de 5 pontos de Ibope.

Até agora, nenhuma vinheta foi exibida ou nota foi enviada à imprensa para a divulgação de qual é a próxima novela do SBT. Alguns defendem que não seja exibida nenhuma novela mexicana no horário, e sim a reprise de alguma brasileira. A mais pedida é a reprise de “Éramos Seis”, produzida pelo SBT em 1994.

Protesto para a educação carioca mobiliza 4 mil

Alunos, pais e professores se organizaram num protesto em frente a sede da Prefeitura do Rio, no centro, na manhã e tarde de hoje (23/05). O protesto foi contra a resolução 946, que diz que os alunos da Rede Municipal de Ensino não podem ser reprovados, além do pedido de aumento salarial e melhores condições e trabalho. O ato reuniu mais de 4 mil pessoas, entre professores, alunos e responsáveis.

Faixas como “‘Sézar’ Maia é um cara ‘legau'”, “A morte da ‘educassão'” e “Sem educação, a violência não tem solução!” foram penduradas na passarela próxima ao local onde acontecia o protesto. Por volta das 11h, a Secretária de Educação do Rio de Janeiro, Sônia Mograbi, mandou avisar que iria receber a comissão formada por dirigentes do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação), professores, responsáveis e alunos, fato que acabou não acontecendo. A versão apresentada na hora era que Sônia receberia apenas oito pessoas, e não dez. “Nos deram chá de cadeira”, informavam os alto-falantes.

Gritos de ordem como “O estudante é nosso amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo” e paródias musicais como “Vou excluir, sem reprovar. O César Maia vai gostar! Explode coração, vou excluir um cidadão!” eram gritadas e cantadas a todo momento. No local, eram distribuídos narizes de palhaço e apitos.

Várias vezes durante o protesto foi lembrado do Pan-Americano, evento que ocorrerá no mês de julho na cidade do Rio. “Tem verba para o Pan mas não tem pra educação”, gritavam os protestantes. “Essa prefeitura é um exemplo de má administração. Nem o Pan eles sabem fazer direito. Faltam menos de 50 dias e ainda tem muita coisa faltando.”, gritavam os organizadores do protesto. O Sepe diz que se até o Pan as reivindicações não forem atendidas, uma nova paralisação e protesto acontecerá durante o evento.

Várias vezes foi perguntado porque o prefeito César Maia e a secretária Sônia Mograbi não colocavam seus netos na escola pública, já que esse formato de ensino é tão bom. “Pergunta pra escola particular se tem ciclo, se tem aprovação automática. Essas pessoas que fizeram essa resolução não estão nem aí para os alunos das escolas públicas”, explicou a professora de história Andréa Dias, da E.M. Ramiz Galvão. Quando perguntada qual é a educação que deve ser aplicada no Rio de Janeiro, a professora disse que “é a educação que possibilite e incentive a ascensão social, para que os alunos da rede municipal tenham as mesmas possibilidades de conhecimento dos alunos da rede particular”.

A defesa de um ensino que qualidade foi unânime entre os professores. A professora de geografia Maria Ângela Reginato, também da Ramiz Galvão, pensou no futuro do país. “Um país que não investe em educação está fadado a ser sempre um país subdesenvolvido”, explicou a professora.

Ao final do protesto, por volta das 13h, um pequeno tumulto preocupou os participantes. Segundo o Sepe, PMs e Guardas Municipais agrediram os manifestantes com gás de pimenta e fisicamente, sem nenhum motivo aparente. Mais cedo, o professor de história André Porfírio, da E.M. Cardeal Arcoverde foi agredido por um guarda municipal quando tentava convencer a guarda que liberasse o acesso aos sanitários do Centro Administrativo para uso das professoras que estavam no local. O professor fez um Boletim de Ocorrência na 6ª DP.

Depois do protesto na prefeitura, o grupo seguiu em sentido a Candelária, ocupando a pista do meio da Av. Presidente Vargas, onde se juntou em um protesto contra a reforma da Previdência e foram para outra assembléia da categoria na ABI.