BI Entrevista: Letícia Dornelles, autora de Amigas e Rivais

De colaboradora de Manuel Carlos a grande promessa de sucesso no SBT. O Blog Internacional entrevistou com exclusividade a autora da versão brasileira de Amigas e Rivais, Letícia Dornelles.

Blog Internacional: Olá, Letícia. Bom, indo direto as perguntas. Quantos capítulos foram gravados até agora? E quantos foram escritos?
Letícia Dornelles: Olá a todos. Começam hoje (25/05) as gravações com atores. Tenho 65 capítulos escritos.

BI: Há muita diferença da sua adaptação para a versão original?
Letícia: A alma da novela está inteira. Mas o texto é meu. Dei um gás para personagens que eram apenas sugeridos na versão original. E investi nas relações familiares.

BI: Realmente há uma intervenção da Televisa na dramaturgia do SBT?
Letícia: Não falo sobre isso.

BI: Amigas e Rivais está sendo a produção mais cara da história SBT (até R$ 200 mil por capítulo). Por conta disso, há uma maior exigência que a audiência da novela seja boa?
Letícia: Houve um certo exagero nessa soma. Queremos audiência bacana para pagar os custos, claro. Mas, principalmente, porque a novela merece. É uma delícia!

BI: Você acredita que Amigas e Rivais recuperará a vice-liderança no horário para o SBT?
Letícia: Torço, rezo, trabalho e me dedico para isso.

BI: Você assistiu a versão mexicana da novela?
Letícia: 35 capítulos, para me basear. E li a sinopse original. Tenho todos os capítulos.

BI: Na versão original da trama, houve um caso de AIDS. Nessa versão, haverá também esse caso de AIDS? Também haverá outros temas polêmicos no universo jovem, como gravidez na adolescência?
Letícia: Olívia é soropositiva. Mostrarei isso com delicadeza e respeito ao tema.

BI: No site da Wikipédia está dizendo que o título da novela foi alterado para “Ricos e Rivais”. É verdade?
Letícia: Não. Essa informação foi veiculada numa coluna logo que a notícia sobre a novela saiu num jornal.

BI: Você foi colaboradora de Manuel Carlos durante muito tempo. Há uma diferença de trabalhar como colaboradora de uma novela da Globo pra ser escritora principal de uma novela do SBT?
Letícia: É uma honra receber a confiança do SBT. É uma emissora maravilhosa de se trabalhar. O clima na equipe de Amigas e Rivais é o de família unida. É muito gratificante assumir uma novela, ver meu texto sendo oficialmente assinado por mim, dá um certo prestígio, demonstra confiança no meu trabalho, e me proporciona um salário bacana.

BI: Você também foi roteirista do “Minha Vida é uma Novela”, que teve apenas 5 capítulos exibidos. Quantos capítulos foram escritos? Porque as outras histórias não foram para o ar?
Letícia: Escrevi 28 programas (de 2 episódios cada). Só foram ao ar 2 episódios meus, numa quarta e quinta. Não “abri” o projeto. Depois, escrevi 3 minisséries de 5 capítulos cada. Estão guardadinhas para dia desses entrar no ar.

BI: Depois de Amigas e Rivais, existe uma próxima obra que será adaptada por você no SBT?
Letícia: Agora meu foco é Amigas e Rivais. Depois a gente vê o que faz.

BI: Muito obrigado pela entrevista, Letícia.
Letícia: Beijos e obrigada pelo carinho.

Análise: Quem somos nós?

Milagre! É o que falei ao Luan que iria ocorrer no Blog Internacional hoje. Pudera, depois de uns 6 meses sem escrever análises de filmes, cá estou de volta. Não garanto que escreverei todas semanas, já que final de semestre de faculdade é fogo…

Bom, o filme a ser analisado hoje é: Quem somos nós? (Wath the bleep do we know, 2005), uma mescla de filme e documentário, abordando temas que à primeira vista podem parecer chatos para quem não é fã de Quimica, Física, Psicologia e assuntos religiosos, mas aqui são tratados de uma forma gostosa, que prende o telespctador no sofá até o fim, que nos faz pensar, refletir sobre a vida e sobre os temas abordados, um filme perfeito para se assistir em dias frios ou monotonos ao lado de quem gostamos, um filme que não cai nas mesmices de “casal que se amam e sofrem obstaculos para ficarem juntos” ou “ameaça que tem que ser evitada a todo custo”, “caçada a um serial killer”, “comédia idiota e vulgar que ridiculariza outros filmes”… se você quer ver alguma coisa assim, esqueça esse filme. “Quem somos nós?” fala de como nós alteramos nossas proprias realidades, dependendo do nosso ponto de vista em relação a um assunto, experiências passadas (mas na vida atual), preceitos definidos, entre outras coisas. De como podemos mudar a nossa maneira de encarar a vida, de como a maneira que agimos afeta nosso organismo, e tenta desvendar o sentido da vida. Tudo isso com base em Astrofisica Quântica.

Podemos dividir o filme em 2 partes: O filme em sí, que conta a história de Armanda (a excelente Marlee Matlin), uma fotografa surda que sofreu um recente trauma, a maneira que ela encara sua vida e como alguns fatores vão alterando sua percepção do modo de encarar essa vida. E tem a parte Documentário, que vai intercalando e complementando o filme, contando com depoimentos de diversos pensadores da área de Psicologia, Fisica, Quimica e Teologia, que vão falando sobre o tema.

Excelente filme, vale a pena assistir!