Relaxa e Goza: Filas não páram de crescer no Tom Jobim

O tempo passa e o saguão de embarque no terminal 1 do Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, no subúrbio do Rio, fica mais cheio na noite desta sexta-feira (22), por causa dos vôos atrasados e cancelados.

Segundo a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), 29 decolagens e 25 pousos estão atrasados. A empresa afirma que o motivo ainda é reflexo da pane no Cindacta 1, em Brasília.

Os vôos para Brasília e para as regiões Norte e Nordeste estão saindo em intervalos de 20 minutos. A Infraero informou que o motivo é o controle de fluxo do tráfego aéreo.

Muitos passageiros estão desistindo de viajar nesta sexta. Os mais pacientes preferem enfrentar uma grande fila, que já dá duas voltas no saguão. Aos gritos, algumas pessoas protestam contra a falta de informação e o tempo de espera.

O movimento também é grande nos portões de embarque. Cerca de 200 pessoas aguardam na fila.

Mãe perde filha e vôo

A dona de casa Maria José se perdeu da filha, Rafaela Lourenzo, de 13 anos, quando tentava embarcar num vôo da Gol para Brasília, às 20h44. Segundo ela, a jovem foi buscar um documento que havia esquecido numa loja no terceiro piso do aeroporto, quando o embarque foi anunciado.

“Minha filha sumiu, eu não posso partir sem ela. Ninguém faz nada. Eles não se preocupam com os outros”, disse Maria José, muito nervosa.

A dona de casa contou que estava à espera pelo embarque desde as 14h desta sexta, mas o vôo havia sido cancelado três vezes. Depois de quase uma hora de angústia, a mãe conseguiu encontrar a filha. As duas embarcaram no vôo das 21h.

De acordo com a companhia aérea Gol, os funcionários ajudaram a procurar a jovem no aeroporto e deram toda assistência à passageira. A empresa não soube explicar os motivos para o cancelamento do vôo.

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Uma dica: Relaxem e gozem!!!

Alunos da USP satirizam reitora com ‘joga pedra na Suely’

Após a desocupação do prédio da Universidade de São Paulo (USP), a área da reitoria virou palco da manifestação dos alunos. Eles chutaram pneus, jogaram água na imprensa e estão gritando palavras de ordem e críticas à reitora, Suely Vilela.

Um grupo de estudantes está cantando o refrão da música “Geni e o Zepelin”, de Chico Buarque, com o nome da reitora no lugar da personagem tema da canção. Eles entoam:

“Joga pedra na Suely
Joga bosta na Suely
Ela é feita pra apanhar
Ela é boa de cuspir
Ela dá pra qualquer um
Maldita Suely”

Estudantes e funcionários começaram a deixar o prédio, ocupado desde o dia 3 de maio, por volta das 18h desta sexta-feira (22) após um acordo com a reitoria da instituição.

Alguns alunos estavam com o rosto pintado e outros com nariz de palhaço. Eles saíram do prédio gritando “limpeza, limpeza” e jogaram água na imprensa. O momento da saída foi ao som da música “Pra não dizer que não falei de flores”, de Geraldo Vandré, símbolo da luta contra a Ditadura Militar no Brasil.

Eles só decidiram sair após a reitora assinar documentos contemplando parte da pauta de reivindicações tanto de estudantes como de funcionários. O chefe de gabinete da universidade, Alberto Carlos Amadio, está no local para vistoriar o prédio.

Os alunos decidiram pela a saída do prédio em assembléia realizada na noite desta quinta-feira (21). No entanto, aguardavam a decisão dos funcionários da universidade que também integravam a ocupação.

Numa assembléia na tarde dessa sexta em frente à reitoria, os funcionários apoiaram a resolução dos estudantes e também decidiram suspender a greve, que haviam iniciado no dia 16 de maio. Contou na decisão dos funcionários, o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) ter recebido às 13h dessa sexta um termo de compromisso da reitora da instituição, Suely Vilela.

Os professores István Jancsó, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), Luiz Martins, da Escola de Comunicações e Artes (ECA) e João Adolfo Hansen, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), intermediaram as negociações entre reitoria, alunos e funcionários.

O documento entregue aos alunos foi formulado a partir da carta de reivindicações enviada por eles. A previsão era que a desocupação acontecesse até as 17h de sexta. Veja o termo de compromisso aqui.

Um outro documento foi entregue aos funcionários na tarde dessa sexta. A proposta entregue ao Sintusp tem como pontos principais a não-punição aos grevistas e a formação de uma comissão que deverá negociar outros avanços nas reivindicações.

Segundo o professor Istvan Jancso, do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), os docentes trabalharam voluntariamente durante dois dias na tentativa de reabrir as negociações. De acordo com eles, durante a redação das propostas houve contato direto com representantes dos estudantes e com a reitora. Também participaram da “comissão de facilitadores” os professores Paulo Arantes, Chico de Oliveira e Luis Martins.

(o G1)

Presidente da RCTV falará no Senado

O presidente da emissora venezuelana Rádio Caracas Televisão (RCTV), Marcel Granier, deve comparecer na próxima quinta-feira (28) à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado brasileiro para falar sobre a polêmica do fim das transmissões da rede.

A emissora não teve a licença renovada pelo presidente Hugo Chávez, que a acusou de golpista.

O Senado brasileiro aprovou uma resolução condenando o fechamento da emissora e pedindo que ele fosse revisado.

Em resposta, Chávez acusou o Congresso brasileiro de ser um “papagaio” do Legislativo dos Estados Unidos, o que quase criou um grave incidente diplomático entre os dois países.

O convite ao presidente da RCTV, aprovado pela comissão, foi uma proposta do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que assegurou que ele já foi aceito.

“A confirmação foi feita pelo ex-embaixador venezuelano no Brasil, Milos Alcalay, que acompanhará Granier na visita”, disse Azeredo. “O presidente da RCTV deve chegar à Brasília na quinta-feira de manhã.”

No ar por 53 anos, a RCTV era a emissora mais popular da Venezuela e a única de alcance nacional que se mantinha na oposição ao presidente venezuelano Hugo Chávez.

No dia 27, porém, ela perdeu a sua licença para transmitir pelo canal 2 – decisão que o governo justificou acusando seus diretores de serem golpistas e não cumprirem com compromissos legais e fiscais.

Em seu lugar, entrou no ar a Televisão Venezuelana Social (TEVES), que é totalmente financiada pelo Estado.

Desde então, milhares de estudantes venezuelanos estão organizando passeatas e assembléias para pedir a volta da RCTV e o “fim do cerco do governo aos meios de comunicações”.

Chávez também tem sido o alvo de uma série de críticas de organizações internacionais e países, preocupados com a liberdade de expressão na Venezuela.

(Do G1)