Pancadaria marca início da Sessão Secreta no Senado

Socos e pontapés marcaram o início da Sessão Secreta que decide o destino do senador e presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL). O deputado Raul Jungmann (PPS/PE) trocou socos com seguranças do Senado porque ele não teria permetido sua entrada na sessão, permitida por uma liminar no STF. Segundo o deputado, a deputada Luciana Genro (PSOL/RS) ficou com a perna sangrando por um pontapé ou pelos choques de um dos taisers dos seguranças

“Isso não vai ficar assim, nunca na história isso aconteceu”, disse Jungmann.

Os seguranças do Senado Federal se defenderam alegando que não receberam o comunicado da Mesa Diretora autorizando a entrada dos 14 deputados.

O senador Papaléo Paes (PSDB/AP) apoiou a iniciativa dos seguranças. O senador afirmou que os deputados queriam “aparecer” e ainda disse que, se os seguranças agiram com truculência, tiveram a determinação da presidência do Senado. “Eles querem aparecer. Então que vão fazer bagunça lá na Casa deles. Só porque tem um botton [broche] acham que podem chegar aqui e dando sopapos. O pau sempre quebra do lado mais fraco. Eu não aceito punir os seguranças”, afirmou o parlamentar.

Durante a sessão aberta, o senador Tião Vianna (PT/AC), vice-presidente do Senado, lamentou o episódio. “O que houve foi um momento de mal entendido. Houve um momento de tensão entre as partes. Foi um momento infeliz de passagem de tensão que nós vivemos porque sei que os deputados são invioláveis”

O senador José Agripino (RN), líder do Democratas, aproveitou o episódio para fazer uma observação: “Se a sessão fosse aberta, nada disso teria acontecido”.

O julgamento de Renan Calheiros deve durar cerca de 4 horas e 30 minutos. Todos os 81 senadores estão presentes na casa e para que Renan seja cassado, é necessário 41 votos a favor da aprovação do relatório contra Renan, apresentado pelo PSOL.

Análise: Câmera Café, o humor de intervalo

 No último dia 3 de setembro, estreou no SBT o humorístico “Câmera Café”. Sem nenhuma propaganda, o humorísitico estreou de surpresa, e marcou 4 pontos. Porém, desde a estréia do programa, a audiência só subiu e ontem a primeira edição do programa ficou com 6 pontos, dobrando a audiência do SBT Brasil. O sucesso foi tanto que, de surpresa, uma terceira edição do programa foi ao ar, antes do Jornal do SBT.O programa Câmera Café tem apenas 5 minutos de duração e é a versão brasileira do programa espanhol de mesmo título. A vinheta e o cenários são os mesmos do original, produzido pela Tele5. O elenco é formado em sua grande parte por atores de teatro, continuando com a tradição do SBT de abrir espaço para novos atores. Um humor leve, sem apelações, provávelmente para aliviar as notícias fortes do telejornal.

No elenco, há várias boas surpresas, como a atriz Marta Volpiani, dubladora da Dona Florinda. Marta estava afastada da TV. Ela atuou em “O Profeta” (versão original), “Cavalo Amarelo”, “Por Amor e Ódio” e “Meus Filhos, Minha Vida”. No elenco também está ator e diretor Ariel Moshe, que interpretou o vilão Horácio em “Chiquititas”, o Seu Flores de “Éramos Seis” e o Braz de “Essas Mulheres” e é um dos melhores atores de comédias do teatro brasileiro.

Carnê-Dízimo da Universal

Anualmente, a Igreja Universal do Reino de Deus faz uma “Vigília da Paz”, na Enseada de Botafogo, cidade do Rio, no dia 7 de setembro. Nesse ano, foi anunciado um novo sistema para arrecadar fundos para a igreja: o “Carnê-Dízimo”. O Carnê-Dízimo consiste em uma distribuição de boletos bancários, para que os fiéis depositem as doações diretamente na conta da IURD.

“Você deve fazer o depósito mensalmente e entregar o boleto na igreja. E vamos todos orar por você. Onde quer que você esteja, em qualquer lugar do mundo, seu pedido será atendido”, disse bispo Edir Macedo, líder Universal. “Com o boleto, você pode doar R$ 30, R$ 50, R$ 100. Você nem imagina o quanto vai ajudar os outros. E pode ter certeza que o Pai vai estar te olhando”, concluiu em seguida o bispo Renato Maduro, apresentador do programa “Fala Que Eu Te Escuto”, na Record Rio.

No evento, que contava com 700 mil presentes, segundo a Polícia Militar – os organizadores esperavam 2 milhões -, foram distribuídos dois tipos de boletos. O de uma única folha, para apenas uma doação e outro de 12 folhas, para pagamentos mensais. Como se trata de doações, nos boletos não estavam impressos o valor a ser pago e nem a data de vencimento.

Pizza Renan, no forno, pronta pra sair

Tem uma pizza quase pronta no Senado Federal. Ela tá no forno, quase saindo. É a pizza Renan, que está sendo assada no escurinho do Senado, escondidinha de tudo e de todos. Nem a sessão será aberta. Ninguém vai ver quem defendeu ou acusou Renan Calheiros, o que aconteceu, se houve falcatrua ou coisa parecida. Vamos esperar para ver se essa pizza vai sair ou vai queimar. Porém, o resultado já é de se esperar…