Afastamento de Renan e a história da CPMF

Na última quinta-feira, o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) se afastou por 45 dias da presidência do Senado. Coincidência, ou não, a oposição só votaria a prorrogação da CPMF (Contribuição “Provisória” sobre Movimentação Financeira) se Renan não estivesse mais na presidência da casa. Seria mais uma manobra política do governo para não perder o imposto que mais arrecada dinheiro? A oposição já disse que só vota a CPMF se Renan renunciar ao cargo. Afastamento não conta.

O Governo diz que se a CPMF não for aprovada até Dezembro, o prejuízo para os “Cofres Públicos” será de até R$19 bilhões em 2008.

A CPMF é um imposto que, na teoria, em sua grande parte é destinado à saúde. Na prática, os hospitais
do SUS estão abandonados. No Rio de Janeiro, por exemplo, os maiores hospitais estão sem remédios e equipamentos quebrados. Em Recife, a greve dos médicos agrava mais a situação da saúde.

O presidente Lula, que antes de assumir o governo era contra a CPMF, atualmente faz de tudo para que a CPMF seja aprovada. E, talvez por isso, tenha “aconselhado” Renan a afastar-se da presidência do Senado.

Renan se afastou depois da denúncia de que ele teria mandado espionar senadores oposicionistas. Com o afastamento de Renan, quem preside o Senado é o governista Tião Vianna (PT/AC).

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