E é a vez da BRA falir

Transbrasil, VASP, Varig e, agora, a novata BRA vai à falência. Na última semana foi noticiada a forte crise da BRA. Todos os seus funcionários já receberam aviso prévio de demissão. Os funcionários da PNX Travel, do mesmo dono da BRA, também já recebeu aviso prévio. Os vôos da BRA serão incorporados pela OceanAir.

A BRA tinha o conceito de vender passagens à baixo custo. Fundada em 1999, em seus primeiros anos de atividade operava apenas com vôos fretados e em 2004 passou a operar como uma companhia aérea comum. O motivo de sua falência se dá graças as disputas internas de poder.

Desde 2001, diversas companhias aéreas faliram. Primeiro foi a Transbrasil, que faliu em 2001 por causa de dívidas. Celso Cipriani, genro de Omar Fontana, fundador da Transbrasil, foi acusado de desviar as verbas da empresa para montar a Target, empresa de táxi-aéreo, comprar empresas de informática em Ilheus e uma estação de esqui nos EUA, por exemplo.

A VASP quebrou no começo de 2005, apesar de sua volta ainda ser esperada em 2008. A ex-estatal faliu por dívidas e a má gestão do Grupo Catanhedo. Desde aí, foi intervida pelo Governo Federal para que todas as suas dívidas sejam quitadas.

A Varig quase faliu no final de 2005. Também por causa da má gestão de Rubem Berta. Foi dividida em duas Varigs. A “Nova Varig” e a “Velha Varig”. A Varig Log, transporte aéreo de cargas, foi vendida para a TAP Portugal. A Varig Log, depois de vendida para a TAP, fez uma proposta de compra da empresa, recusada pelos credores. Logo após, a mesma Varig Log fez uma proposta de compra da “Nova Varig”, aceita pelos credores. No começo deste ano, depois de um apelo do Presidente Lula ao pai do dono da Gol, a empresa comprou a “Nova Varig”. A marca “Varig” será usada apenas em vôos internacionais. Segundo a empresa, a marca é bem aceita no mercado internacional. A “Velha Varig” passa a se chamar Flex Linhas Aéreas e operará com vôos domésticos.

Os donos da BRA dizem que a suspensão é temporária. Apenas esperam o capital do consórcio Brazil Air Partners, que controla a empresa. Porém analistas entrevistados pela Folha de S. Paulo dizem ser improvável que isso aconteça até o encerramento das atividades. A Webjet pretende assumir a frota da BRA e seu corpo funcional em 90 dias.

É esperar para ver.

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