Hugo Chávez leva um NÃO na Venezuela

Ontem, dia 2, foi dia de referendo na Venezuela para consultar a população se o presidente Hugo Chávez poderia ou não ter poderes ilimitados, reeleger-se por tempo indeterminado, instaurar o regime de excessão e etc., ou seja, que Chávez seja ou não um novo Fidel Castro e que a Venezuela se torne uma nova Cuba.

Além da apertada vitória do NÃO, que foi de 50,7% contra 49,27% do SIM, a abstenção foi grande: 44% dos eleitores da Venezuela não compareceram às urnas. Segundo Ismael Garcia, presidente do partido “Podemos”, da oposição. “A abstenção de 44% mostra que quase metade da população se cansou da disputa violenta. A partir de agora, o país vai ser socialista na medida em que a sociedade for socialista. Nada pode ser imposto”, afirmou Garcia, na tarde desta segunda-feira (3).

Além de mostrar que, apesar dos pesares, ainda existe um pouco de democracia na Venezuela, mostra que a população venezuelana está cansada da “ditadura-democrática” de Chávez. Sem essa reforma, Hugo Chávez fica proibido de tentar reeleger-se em 2012, e, assim, a ditadura está chegando ao fim. Mas sabemos que muito dificilmente Chávez parará por aí…

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Um comentário sobre “Hugo Chávez leva um NÃO na Venezuela

  1. ¿ POR QUE NO TE CALLAS?

    Não fosse um imberbe, Hugo Chaves deveria ter posto as barbas de molho, no dia em que o rei Juan Carlos da Espanha perdeu a paciência com a sua churumela megalomaníaca e perguntou-lhe, diante dos olhos do mundo, porque não calava a boca. Como não possui o que por aqui chamamos de simancol, Chaves continou a despejar suas diatribes indiscriminadas contra tudo e contra todos. Para ele salva-se no mundo apenas o comandante ( segundo as más línguas, o coma andante) Fidel, o morubixaba Evo Morales da Bolívia e –claro- acima de todos, ele mesmo.
    Faltou-lhe humildade para olhar para as ruas e ver que o “cala-te boca” que levou do rei de Espanha estava em todas as camisetas, faixas e bandeiras que inundaram Caracas. Chaves pretendia, e ainda pretende, não nos enganemos, eternizar-se no poder na Venezuela. Foi barrado (por enquanto, disse ele no seu discurso ao admitir a derrota) pelo voto popular, coisa que ele julgava impossível. O povo negou-lhe o direito de reeleger-se infinitamente, como pretendia a sua proposta de reforma constitucional. Tinha o poder e o dinheiro na mão e perdeu. Pela cara que vimos na televisão, até agora nem desconfia dos motivos. É possível que tenha subestimado a capacidade de mobilização das forças de oposição. Pessoas como ele sofrem da vertigem pelo próprio umbigo e subestimam, sempre, os adversários. Deve estar pensando que teria ganho se fizesse isto ou aquilo, mas a verdade é que perdeu para uma única e escassa frase.
    Arrogância, bravata e truculência funcionam até um determinado limite. Existe um certo número de pessoas que se deixam entusiasmar por esta atuação de Mussolini de opereta , mas daí não passa. Para conquistar a adesão dos demais é necessário um pouco mais do que esta encenação grotesca, e aí falta a Chaves estofo e conteúdo (ou contiúdo como dizia Brizola). Chavez não passa de um farsante. Aliás não é o único, outros vicejam por estas terras americanas do sul. Como todo o farsante é um fanfarrão e, como todo o fanfarrão, acovarda-se diante de uma reação firme. Foi o que aconteceu. Quando o rei Juan Carlos interrompeu a sua descontrolada cascata de ofensas a Deus e todo mundo com aquele célebre “por que no te callas ?”, nada respondeu. O vídeo correu mundo, virou campeão de acessos no you tube e desmoralizou Hugo chavez, especialmente nas camadas mais jovens. Os estudantes ganharam as ruas e o resto já sabemos agora. Quatro palavras curtas, que cabem num boné ou numa camiseta derrotaram o falastrão.
    Ali ao lado, Evo Morales, que é uma espécie de Chavez genérico , deve estar tratando de retirar o eqüino da intempérie. Pretendia aprovar uma reforma da constituição ainda mais ridícula que a do seu padrinho. Propõe, entre outras barbaridades, o retorno da Bolívia, na marra, ao período pré-colombiano, dividindo o pais em nações indígenas que não existem mais como organização social e nem mesmo como etnia. Além da reeleição ilimitada dele mesmo, é claro. O projeto de reforma foi aprovado dentro de um quartel. As reações de rua foram imensas, o que dá a pinta de que a proposta não passa pela via parlamentar e nem pelo referendo popular. Sinuca de bico para o Morubixaba, ainda mais agora que o seu “dindo” foi derrotado jogando em casa.
    Por aqui Lula, que tem na barba a sua marca registrada, deve estar providenciando um recipiente adequado para pô-las de molho. Este “negóço” de reeleição ilimitada que o PT “qué porque qué” não passa assim no mais, deve estar pensando, refestelado no seu avião que não pára nunca. O modelo Venezuelano, foi para o brejo, não vai dar para importar. Quem sabe a saída seja à moda argentina. O pessoal não vive dizendo que o Brasil é a Argentina amanhã ? Lula olha pela janela, coça a barba e chama o garçon: “ Ei, meu chapa, serve outra e me chama a Marisa “Letiça”.

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