Promotor pede pena máxima ao Casal Nardoni

O promotor Francisco Cembrenelli disse em entrevista coletiva nessa terça-feira (06/05) que o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são igualmente responsáveis pela morte da menina Isabella Nardoni e pediu prisão e pena máxima para o casal. A menina, que tinha 5 anos, morreu após ser atirada do apartamento de seu pai, no sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo.

“Houve uma situação de acalorada discussão entre o casal e imediatamente depois houve a agressão contra a Isabella”, disse o promotor. Ele denunciou os dois por homicídio doloso – quando há intenção de matar – triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e para ocultar outro crime).

O casal teve a prisão preventiva pedida pela polícia. Ela, no entanto, só será decretada se o juiz, após analisar o pedido, der decisão favorável. Se a denúncia for aceita pela Justiça, Alexandre e Anna Carolina se tornarão réus no processo. Quando a polícia concluiu o relatório final sobre o caso, na quarta-feira (30), encaminhou o documento para o promotor e também para o juiz responsável pelo caso, Maurício Fossen.

A expectativa da defesa do pai e da madrasta da menina a partir de agora é ter acesso ao relatório final da Polícia Civil. É nele que a delegada-assistente do 9º DP (Carandiru), Renata Pontes, faz as observações finais sobre o caso. Os advogados só podiam fazer cópias do documento após o promotor oferecer a denúncia. O casal nega a autoria do crime e diz acreditar que uma terceira pessoa entrou no apartamento e jogou Isabella pela janela.

Nesse relatório, a delegada pede a prisão preventiva de Anna Carolina Jatobá e de Alexandre Nardoni. Segundo a investigação, não haveria tempo suficiente para uma terceira pessoa ter cometido o crime. Além disso, as amostras de sangue encaminhadas para exame de DNA apontaram predominância de sangue de membros da família, não havendo vestígios de sangue de uma terceira pessoa. O relatório não esclarece se mais alguém, além de Isabella, se feriu no dia do crime.

No relatório, a delegada justifica o pedido de prisão: garantir a ordem pública, impedir a fuga dos indiciados e assegurar a aplicação da lei. Ela diz ainda que o crime é hediondo e classifica o ato como covarde, demonstrando a maldade e o desprezo à vida humana.

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