“Muuu!” e os virais da internet

Por Luan Borges
Direto ao Ponto

“Muuuu!”, você já deve ter visto essa ridícula expressão em blogs como Sedentário e Hiperativo, Jacaré Banguela, Dr. Pepper e Irmãos Brain. O Jacaré Banguela, que começou essa “campanha do Muuu!”, define a expressão como “definição para tudo aquilo que é falso na internet”, simplesmente um sinônimo para “FAKE”. Ao lado tem o logotipo dessa expressão. É, logotipo da expressão. Achou muito esquisito uma gíria ter logotipo próprio? Pois veja bem, e compare: esse logotipo não te lembra algo? Exatamente. O “Muuu!” não passa de um simples viral da Toddy.

Viral, como todos sabem, são aquelas mensagens que se espalham pela rede fazendo propaganda de forma “criativa”, embora nem sempre, de alguma marca ou empresa. Com o surgimento de blogs, Orkuts e Youtubes da vida, os virais se tornaram cada vez mais presente. Atualmente, vivemos uma enxurrada de virais, como o “Eclipse da Yahoo!” ou “Qual o segredo da Fulana?”.

Nada mais normal dos grandes blogueiros quererem lucrar um pouco com seus blogs, afinal, vivemos num mundo capitalista. Mas o diferencial do viral da Toddy para os outros é que esse viral “idiotaliza” o leitor, onde a empresa e os blogs realmente acham que o tal termo irá cair no gosto popular, e todos irão trocar o famoso e natural “fake” por “Muuu!”, ou que os leitores realmente irão achar que esse movimento realmente nasceu de um movimento espontâneo e, por coincidência, quase que simultâneamente nos maiores blogs da rede.

Normalmente campanhas publicitárias que visam lançar novas gírias no vocabulário popular fracassam. Temos os exemplos das campanhas da Brahma, que queria transformar a happy hour e a sexta-feira, a milenar sexta-feira, em “Zeca-Hora” e “Zeca-Feira”, respectivamente. Aliás, a campanha já começou errada. No Brasil o termo “happy hour” nunca foi muito bem difundido.

A viral “Muuu!” é resultado de uma guerra dos achocolatados em pó. Desde 2001, quando foi comprada pela Pepsi, o Toddy vem passando por uma modernização, visando recuperar o mercado perdido para o rival Nescau, da tradicional Nestlé. Na TV e na Internet, uma guerra pelo público consumidor: pré-adolescentes, com idade entre 12-17 anos. É guerra de tudo quanto é lado, de tudo quanto é produto, de tudo quanto é mídia, inclusive da própria mídia. Marketing agressivo, marketing sem pudor, marketing sem ética.

Vencedores da 60° edição do Emmy “O Oscar da TV americana”

•Melhor Série de Drama: “Mad Men,” AMC.

• Série de Comédia: “30 Rock,” NBC.

• Ator de Drama: Bryan Cranston, “Breaking Bad,” AMC.

• Atriz de Drama: Glenn Close, “Damages,” FX.

• Ator, Comédia: Alec Baldwin, “30 Rock,” NBC.

• Atriz, Comédia: Tina Fey, “30 Rock,” NBC.

• Reality Show de competição: “The Amazing Race.”

• Apresetador de Reality Show de competição: Jeff Probst – “Survivor.”

• Ator coadjuvante, Drama: Zeljko Ivanek, “Damages,” FX.

• Atriz Coadjuvante, Drama: Dianne Wiest, “In Treatment,” HBO.

• Ator Coadjuvante, Comédia: Jeremy Piven, “Entourage,” HBO.

• Atriz Coadjuvante, Comédia: Jean Smart, “Samantha Who?,” ABC.

• Minisérie: “John Adams,” HBO.

• Filme feito para a TV: “Recount,” HBO.

• Ator, de minisérie ou filme: Paul Giamatti, “John Adams,” HBO.

• Atriz de minisérie ou filme: Laura Linney, “John Adams,” HBO.

• Ator coadjuvante de miniserie ou filme: Tom Wilkinson, “John Adams,” HBO.

• Atriz coadjuvante de miniserie ou filme: Eileen Atkins, “Cranford” (Masterpiece Theatre), PBS.

• Melhor direção de Drama: “House” – “House’s Head” Greg Yaitanes.

• Melhor roteiro Drama: “Mad Men” – “Smoke Gets In Your Eyes” (Pilot) Matthew Weiner.

• Melhor direção de Comédia: “Pushing Daisies” – “Pie-Lette” Barry Sonnenfeld.

• Melhor roteiro de Comédia: “30 Rock” – “Cooter” Tina Fey.

• Série de comédia, música ou variedades: “The Daily Show With Jon Stewart.”

• Melhor performance em programas de variedades: Don Rickles – “Mr. Warmth: The Don Rickles Project.”

• Melhor direção em programas de variedades, musica ou comédia: “80th Annual Academy Awards” Louis J. Horvitz.

• Roteiro de show de variedade, música ou comédia: “The Colbert Report.”

• Melhor direção de minisérie, filme ou especial de drama: “Recount” Jay Roach.

• Melhor roteiro de minisérie, filme ou especial de drama: “John Adams” Kirk Ellis.