Eleições 2008: Voto nulo anula eleição?

Depois de um período sem atualizações por pobremas téquinicos, voltamos com força total para a cobertura das Eleições 2008. O pleito ocorrerá amanhã, e no Rio de Janeiro, os candidatos à Prefeitura, por ordem alfabética, são:

Alessandro Molon (PT) – 13
Antonio Carlos Silva (PCO) – 29
Chico Alencar (PSOL) – 50
Eduardo Paes (PMDB) – 15
Eduardo Serra (PCB) – 21
Fernando Gabeira (PV) – 43
Filipe Pereira (PSC) – 20
Jandira Feghalli (PC do B) – 65
Marcelo Crivella (PRB) – 10
Paulo Ramos (PDT) – 12
Solage Amaral (DEM) – 25
Vinícius Cordeiro (PT do B) – 70

Para votar nulo, ou seja, em nenhum candidato, deve-se votar em um número inexistente, como o 99 ou 00. Para votar em branco, apenas pressione o botão “Branco” na urna eletrônica e confirmar. É bom lembrar que votos brancos e nulos são contados da mesma forma: votos inválidos.

Desde 2004, uma mensagem circula pela internet dizendo que, se o número de votos nulos for maior do que os votos válidos, a eleição será anulada e refeita com outros candidatos. Isso não é verdade. O que acontece é que a legislação eleitoral prevê que, caso haja nulidade do voto maior que 50%, novas eleições devem ser feitas. Só acontece a nulidade do voto, ou seja, o voto torna-se anulado, quando o candidato que foi votado tenha sua candidatura impuguinada, quando urnas são extraviadas ou votos fraudados.

Em 2004, várias cidades brasileira tiveram que fazer novas eleições por conta da nulidade do voto ter sido maior que 50%, ou seja, por irregularidades dos candidatos ou outros fatores. Para saber mais sobre o assunto, clique aqui.

Não tem jeito, você terá que votar, e não tem como protestar (e o nosso forte é a rima, como diz a Penélope da MTV). Bons eram os tempos das cédulas, onde se podia votar no Macaco Tião. Millôr Fernandes tem razão, falta a opção “Vá a Merda” na urna.