Palestra reunirá especialistas para discutir crimes na Internet

Evento imperd�vel!

Fraudes, espionagem industrial, pedofilia, roubo de identidade e discriminação são alguns dos 600 tipos de infrações virtuais definidas pela Legislação brasileira. A palestra “Crimes Virtuais”, que acontece no auditório da Universidade Cidade de S. Paulo (Unicid), na segunda-feira, dia 17 de setembro, terá como convidados o delegado assistente, José Mariano de Araújo Filho, da 4º D.I.G. – Delegacia de Crimes Praticados por Meios Eletrônicos – DEIC (Departamento Estadual de Investigação sobre o Crime Organizado) e Fernando Vieira colaborador da Revista PC & Cia – publicação especializada no setor de informática.

Segundo a empresa britânica de segurança Sophos, os hackers brasileiros foram responsáveis por 14,2% de todos os vírus produzidos no mundo, no ano de 2006. Com exemplos como esse, o delegado Araújo Filho pretende ilustrar o crescente número de crimes na Internet durante o evento.

“Dentro de uma estimativa de mil inquéritos que temos em andamento, 60% são de crimes contra a honra; 15% são casos de furto mediante fraude (que são casos de roubos em contas bancárias); 8% são de estelionato (como financiamentos e operações de compra e venda frios), e 3% correspondem a casos de pedofilia e pornografia infantil”, explica o delegado.

Para enriquecer a discussão, o colaborador da PC & Cia, que desenvolve aplicação de testes e organiza redes corporativas internas, Fernando Vieira, dará instruções preventivas aos usuários da Web. “Os avanços tecnológicos têm propiciado, cada vez mais, o aumento de crimes na Internet. É importante que os usuários tenham consciência que a prevenção é o melhor remédio, pois eles podem ser as próximas vítimas”, diz.

O evento conta com a participação dos alunos dos Cursos de Direito e Ciência da Computação. Essa é uma iniciativa da Agência Universitária de Notícias (AUN) do Curso de Comunicação Social, que também fará a cobertura jornalística do debate. Serão fornecidos press-kits para a imprensa.

SERVIÇO:

Palestra: Crimes Virtuais
Palestrantes: Delegado assistente da 4º D.I.G. – Delegacia de Crimes Praticados por Meios Eletrônicos – DEIC (Departamento Estadual de Investigação sobre o Crime Organizado), José Mariano de Araújo Filho
Colaborador da Revista PC & Cia, Fernando de Souza Vieira
Data: Segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Horário: 19h30
Local: Auditório da Universidade Cidade de S. Paulo – Rua Cesário Galeno, 488
Informações: Agência Universitária de Notícias (AUN) – Fone: (11) 2178-1388

Artigo: Compro, logo existo

Compro... logo, existo!

por Roberta Torres

Vivemos em uma sociedade urbana, moderna e industrial escravizada pelo consumo desenfreado de produtos embalados por ilusões publicitárias. Tudo se compra, tudo se vende, tudo se descarta. Por todos os lados, há vitrines que nos atraem com suas efêmeras mercadorias, suas sedutoras promoções e suas promessas de felicidade instantânea. A TV nos mostra realidades imaginárias, nos impõe modas a seguir, sonhos para sonhar e pessoas para ser.

Diariamente, a publicidade enche as pessoas de ilusões, fazendo com que elas acreditem que ao acumular bens materiais, se tornam mais felizes. Não consumimos somente objetos físicos, como celulares e computadores, mas também tudo aquilo que está atrelado ao produto, como os ideais de felicidade e status. Por estarmos constantemente sob influência dos ideais de prazer imediato, vivemos em um mundo onde não há lugar para o sofrimento. Numa tentativa frustrante de preencher o vazio com coisas igualmente vazias, acabamos por nos autotiranizarmos neste círculo vicioso chamado consumismo.

O fato é que o povo ocidental consome muito mais do que necessita para sobreviver. Com o surgimento da Modernidade, a sociedade tornou-se mais racional e mais desamparada. A industrialização se desenvolveu e com ela surgiram novas exigências. Uma delas foi a divisão do trabalho, onde o trabalhador fica alienado à somente uma etapa de confecção do produto. As diferenças entre a produção em série e o artesanato são a total aproximação entre o produtor e o consumidor e também a especificidade do produto, que possui uma “essência”, uma “alma” única e exclusiva.

A divisão do trabalho e a produção em larga escala são necessárias para fazer a engrenagem do capitalismo girar e gerar cada vez mais lucros. A filosofia capitalista se baseia nos conceitos fordistas, de “produzir mais em menos tempo”. Contudo, com essas novas exigências do mundo-moderno-industrial, as pessoas começam a perder seus vínculos sociais e daí surge o desamparo. A sociedade se torna mais individualista e, com isso, sente-se mais vazia. O consumo surge como uma luz no fim do túnel, transformando a vida das pessoas numa ilusória jornada em busca da felicidade por meio da aquisição de produtos inúteis e igualmente vazios.

Extrapolando na utilização de cores chamativas, discursos otimistas, jingles grudentos, mensagens subliminares e até de pessoas públicas (modelos, atores, atletas etc), a publicidade é uma arma poderosa empregada na ditadura do consumo. A função de um publicitário é fazer com que o consumidor compre aquilo que não precisa com o dinheiro que não tem. A mídia é o “quarto poder”, é quem dita as regras, impõe modos de vida, cria estereótipos e inventa falsas necessidades. Através de suas novelas, mostram realidades imaginárias e passam a mensagem de que, para fazermos parte da sociedade, devemos seguir a última moda, adotar o comportamento das elites e, é claro, preencher nossas vidas com coisas supérfluas.

Como exemplo, podemos citar a rede de fast-food mundialmente conhecida como McDonald’s, que é o maior símbolo da modernidade ocidental e do consumismo alimentício. Por causa da publicidade feita em cima da marca, o McDonald’s também se tornou símbolo de juventude, desejo, felicidade instantânea e prazer. As pessoas consomem a “grife” McDonald’s, e não seus lanches; consomem a marca pelo o que ela representa, isto é, consomem os ideais de felicidade, satisfação, prazer, diversão e bons momentos que a publicidade incorporou à marca. A tão temida exclusão social é descartada a partir do momento que você faz parte da marca McDonald’s. O clima de pessoas felizes e satisfeitas explorado em seus comerciais é ilusório, pois as pessoas vão ao McDonald’s em busca desta felicidade instantânea, mas só voltam com o vazio. Portanto, o que o McDonald’s menos vende é comida.

Numa sociedade como a atual, que se baseia no consumo de fantasias criadas em prol do sistema capitalista, o filósofo francês Descartes diria: “compro, logo existo”. Afinal, numa época em que sentamos no sofá para nos entretermos com a guerra do Iraque através de um aparelho de TV Philips, munidos de pipoca e guaraná Antártica e vestidos com as roupas da grife Prada, quem não consome, não existe, e só existimos porque consumimos.

Ives Ota: o mensageiro da paz

Quem não se lembra deste garotinho?

Ives Ota

Assassinado há 10 anos, no bairro do Carrão, zona leste de São Paulo, Ives Ota tornou-se símbolo da paz e do perdão. Eu, como correspondente de São Paulo do Blog Internacional, tive a incrível e inédita oportunidade de entrevistar a família Ota, que descobriu na tragédia uma forma de propagar o perdão entre as pessoas. Confiram.

“Não há dor maior do que perder um filho, mas não existe outro caminho a não ser perdoar”. Estas são as palavras emocionadas de Keiko Ota, mãe do garoto Ives, seqüestrado e morto por três seguranças que trabalhavam para a família, em 1997, na zona leste de São Paulo. O caso que chocou o país deu origem ao Movimento da Paz e Justiça Ives Ota, que tem como meta conscientizar as pessoas de que somente através do perdão o ser humano pode ser feliz.O pai da vítima, o comerciante Massataka Ota, conta que a ONG surgiu na hora mais difícil. “Eu queria fazer justiça com as minhas próprias mãos. No entanto, em uma conversa com Deus, decidi que a morte de meu filho não seria em vão”, relata. Foi então que, um mês após a tragédia, nasceu o movimento que visa respeitar e defender a vida humana. “O que nos dá felicidade é trabalhar pela felicidade dos outros. Tenho certeza de que é isso que o Ives deseja”, confessa a mãe.

Em 2002, o comerciante teve a oportunidade de ficar cara a cara com o assassino de Ives, no quadro “Hora da Verdade” do programa “Fantástico”, transmitido pela Rede Globo. “Eu disse a ele que o perdoava. Falei que conheci sua filha de cinco anos e que desejava a ela o contrário do que ele havia feito ao meu filho. Foi então que ele começou a chorar, e disse que estava cumprindo o que merecia”, conta. A família Ota luta pela previsão legal da prisão perpétua para crimes hediondos, mas não da pena de morte. “Perdoar não é mandar soltar os criminosos de volta às ruas. Perdoar é tirar o ódio de dentro de você. Perdão e justiça são coisas diferentes. A justiça deve ser cumprida”, afirma.

Em prol da solidariedade, Keiko e Massataka realizam palestras, cursos e encontros junto a escolas, unidades da Febem e entidades carentes. O casal se encontrou com os pais do menino João Hélio, assassinado no início deste ano, e prestou apoio à família. “Nosso intuito é confortar as pessoas que sentiram a mesma dor que nós e mostrar que o perdão é uma lição de vida para todos”, explicam. Com a ONG, que existe há quase 10 anos, os Ota amparam e orientam famílias vítimas da violência e da carência social.

Publicada originalmente em: http://cecit.unicid.br/aun/materias.php?mat=32

Jornalista sofre! – Parte I

Queridos leitores,

A partir de hoje, toda semana irei postar aqui no Blog Internacional vídeos de jornalistas “em apuros”: desde o clássico Sanduíche-iche até os mais recentes, como os que posto hoje.

Percebam o quanto nós, jornalistas, sofremos! O episódio abaixo seria trágico… se não fosse cômico! Foi ao ar no canal informativo mais confiável do mundo, a CNN!

CNN: The Most Trusted Name In News

Script: “‘Worse than Watergate’. That is how Democratic Congressman Jerry Nadler describes the actions of the Bush administration when it comes………………….. you want to scroll the prompter up so I can continue here? No, that’s backwards. Turn it the other way.”
Quem entende inglês, captou a piada (e o desastre)! Quem não entende, eis a tradução:

Jack Cafferty começa a dar a notícia: “‘Pior do que Watergate’. É assim que o democrata Jerry Nadler descreve as ações da administração de Bush……………. quando……………. (pausa) …………… quer rolar o prompter direito para eu poder continuar? ………. (irritado) ………. Não, está ao contrário. Role para o outro lado.”

Que Jornalismo é esse?!?!?!

Uma coletânea dos maiores micos, falhas, gafes, pérolas e erros jornalísticos! Tudo o que havia para dar errado, deu! Pra ver que jornalista de verdade também é humano e tem seus momentos de loucura. Ah! E não somos robôs.

A Jornalista Apaixonada

Por Roberta Torres

Vamos falar em on. Eu te amo. Não dá para ser mais objetiva do que isso. Qualquer coisa, além disso, é nariz-de-cera. Minha manchete principal é sempre “Beta ama Igor” e ela nunca muda, é sempre a mesma e nunca deixa de ser hard news. E é por isso que nunca atraio nenhum outro leitor… vc é o único que me lê, assiste e ouve todos os dias. Pronto. Isso já rendeu o lead desta reportagem especial.

No olho de minha matéria, destaco suas principais qualidades: lindo, meigo, romântico, perfeito, compreensível, atencioso, doce, um amor, um sonho. Sei que eu deveria ser imparcial e que adjetivos são sentenças de morte, mas quando a pauta é você, isso se torna impossível. Sendo assim, redijo artigos e colunas de cunho opinativo para expor toda a minha visão pessoal sobre o assunto: você!

Em minhas páginas e em meus cadernos, compartilho todas as notícias de meu mundo. Reclamo da “pãodurice” do meu pai na editoria de Economia… na de Cultura, comento filmes e programas que assisto ao seu lado e ainda sugiro lugares que podemos ir. Quando estou naqueles dias, a editoria Mulher te faz achar que sou neurótica, assim como fico subindo pelas paredes quando a editoria Amor se destaca mais.

Às vezes, no decorrer de tantos fatos, cometo erros de apuragem e preciso publicar uma nota na seção Errata para que meu leitor não me dê um deadline. Além disso, não posso deixar minha audiência, o meu público-alvo, entediado, então uso e abuso de HQs, piadas e palavras-cruzadas.

Mesmo com sono e cansaço, minha redação nunca pára. O tempo inteiro são geradas informações úteis e qualificadas. Não dou muita atenção a boatos, fofocas e mentiras, elas só são publicadas mediante trabalho de investigação. Isso parece te agradar, pois seu feedback é, em geral, positivo, principalmente em relação ao caderno de Relacionamento. Enfim, querido leitor… quero continuar a ser o seu veículo preferido. Saiba que não admito ser dividida com outras agências de notícias! Que a minha credibilidade continue a ser apreciada por você!

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!!!

Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia

POR UM MUNDO SEM RACISMO, MACHISMO E HOMOFOBIA

A Parada do Orgulho GLBTT tem caráter festivo, mas também levanta bandeiras contra o preconceito.

Gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, transgêneros e simpatizantes se unem no último dia 10 para celebrar a 11ª edição da Parada do Orgulho Gay, realizada anualmente com apoio da Prefeitura de São Paulo. O domingo ensolarado, com temperatura acima dos 27ºC, ferveu a avenida Paulista, o cartão-postal da cidade, durante toda a tarde. A Parada é, além de um dia de festa, alegria e descontração, uma luta pelos direitos do segmento GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transgêneros e Transexuais) e pelo fim do preconceito.

Este ano, o evento traz o lema “Por um mundo sem racismo, machismo e homofobia” e atrai não somente a comunidade GLBTT, mas também “curiosos” e simpatizantes. É o caso do aposentado José Eliton e da dona de casa Santa do Couto, moradores da região que assistem a Parada todos os anos. “O que passa por aqui é uma irradiação de energia harmoniosa”, afirmam. Para eles, o evento é uma forma de combater o preconceito. “Ninguém pode nos impor regras. Somos todos iguais. E a Parada é um modo das pessoas abrirem a mente e deixarem de ser ignorantes”, explicam.

Junho, considerado o mês da diversidade sexual, traz turistas de todas as partes do mundo e retorno financeiro para a cidade. O estudante de Medicina, Fabrício Castelo Branco, veio de Teresina, no Piauí, para passear por São Paulo e “foi inevitável”, conta, “estava passando pela cidade e coincidiu com a Parada Gay. Resolvi vir dar uma olhada”. Para o estudante, eventos como este não bastam. “A mídia tem que divulgar e expor mais, mostrando que não é doença, é algo normal. E os ativistas também tem que bater o pé no chão e exigir espaço para passarem sua mensagem”, diz.

De mãos dadas, abraçados, trocando beijos e carícias. Esse é o cotidiano do assessor do município de Campinas, Luiz Carlos Cappellano, e do professor de administração, Carlos Eduardo Valim Rocha. Casados há um ano, eles garantem que demonstram o mesmo afeto tanto na Parada Gay, quanto em restaurantes e outros locais pelos quais passeiam. “A Parada deve ser realizada em nossas vidas todos os dias. Não somos gays só uma vez por ano porque vamos sair na TV. Somos assim sempre”, contam. Um evento como este, segundo eles, “ajuda na questão da visibilidade da nossa identidade, demonstrando que não somos cidadãos de segunda classe”.

O casal explica que a mídia de massa passa uma imagem estereotipada e deturpada dos homossexuais através de personagens e acontecimentos isolados que não retratam a realidade e que, desta forma, pré-conceitos são criados. “Sempre somos ligados às drogas, salto-alto, batom, peruca e promiscuidade! Nós não gostamos da nossa imagem associada com drogas, com noite, com balada”, criticam. De acordo com o casal, “com a escorregada que deram com os panfletos essa semana, por exemplo, o pessoal mais conservador vai atacar a Parada e desqualificá-la, dizendo que incentiva o uso de drogas”. Na opinião deles, isso acontece devido ao fato da mídia ser controlada por elites. “Para a mídia interessa passar essa imagem fútil. Às elites só importa manter o status quo”, observam.

Com um público estimado em mais de 3,5 milhões de pessoas, a maior Parada GLBTT do mundo teve início às 13h30 e terminou por volta das 19h30. Logo pela manhã, autoridades compareceram ao evento e destacaram a importância da manifestação para a visibilidade GLBTT.

Depoimento: Orgulho de ser o que é

da Folha Online

por Luiz Caversan

“Minha mãe não sabe, se soubesse ia chorar muito. Meu pai? Me mataria muito! Quer dizer, me mataria, porque matar é matar, muito ou pouco, não importa. Meu irmão desconfia, porque já tentou duas vezes dar em cima de amigas minhas e se deu mal, elas não estavam nem aí com ele. Já comigo…

Fui sempre assim, e tem gente que ainda fala que é uma “opção”. Opção a gente opta, e eu nunca optei por gostar de mulher. Apenas gosto. E não gosto só de sacanagem, não, é gostar do carinho, do afeto, entende?, da alegria que elas têm e que eu tenho, da vontade de ficar juntas, da amizade e da solidariedade, do bom caráter, porque mau caráter pode ser gay, lésbica ou macho pacas que eu quero distância…

Meu pai e minha mãe, que são “normais”, estão juntos há 40 anos e são absolutamente infelizes, de que adianta essa normalidade e esse estar certo hipócrita?

Se é assim, eu estou errada mesmo e pronto, dane-se.

Agora é mais fácil, as coisas evoluíram e embora ainda tenha muita gente ignorante que faz questão de não entender, de achar que é pura promiscuidade e malandragem, muitas outras pessoas entendem ou pelo menos nos aceitam. A mim têm que aceitar mesmo, porque eu sou independente, bem sucedida profissionalmente e, modéstia à parte, muito bonita –você não acha?

Não sou masculinizada, ao contrário me considero bem feminina, mas tenho amigas tipo “caminhoneira” que no fundo são uns doces, assim como há muito homem bruto pra fora e extremamente sensível por dentro. Mas essas amigas tipo “mulher macho” também não são assim porque querem, são porque são, oras. Exageros? Claro que tem exagero. Quanto tempo essas moças foram reprimidas, hostilizadas, segregadas? No fundo tentam compensar anos e anos de preconceito. Mas o que você tem a dizer sobre esses caras tipo pitboys, bombados e tatuados? E as peruas botocadas e vestidas com grife dos pés à cabeça e que dão em cima de garotões nos bares da vida? Não são exageradas também?

Meu caro, a vida é curta, curta a vida, viva e deixe viver, como se dizia na Bahia anos atrás. Vai amanhã lá na Parada Gay pra ver que lindo. Serão milhares de pessoas exibindo sua alegria de viver –e otras cositas más, mas e daí, os heteros não exibem quase tudo no Carnaval e na praia e ninguém não está nem aí?

Ficar chocado não vai ajudar a entender.

Aliás, não há muito o que entender, porque o processo de entendimento está em pleno processo, sacou?

E o mais importante agora é a consciência de a gente ser o que é e, ao invés de vergonha, ter orgulho de ser. Tenho orgulho de ser uma homossexual feminina e acho sinceramente que se os homens heteros tivessem orgulho de serem assim e as mulheres também, esse mundo seria muito, muito melhor.”

(Depoimento de uma amiga linda e absolutamente resolvida, que veio a São Paulo para, com muito orgulho, participar da Parada Gay)

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Ah, se todos fossem menos hipócritas e seguissem o exemplo de nossa “amiga linda e absolutamente resolvida”… bom saber que o mundo está, aos poucos, mais colorido!

Viva a diversidade sexual!