Repórter do CQC é agredido por segurança de Sarney

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Danilo Gentili foi agredido enquanto tentava entrevistar presidente do Senado

Com informações do Congresso em Foco
Luan Borges

Danilo Gentilli é derrubado por capanga de Sarney

Danilo Gentilli é derrubado por capanga de Sarney. Foto: Agência Estado

O humorista e repórter do programa “CQC – Custe o Que Custar”, da TV Bandeirantes, Danilo Gentili, foi agredido enquanto tentava entrevistar o presidente do Senado e ex-presidente, José Sarney, acusado de empregar parentes através de atos secretos.

A confusão aconteceu durante a saída de Sarney da sessão plenária desta quarta-feira (1º), que foi encerrada mais cedo por causa da morte do deputado Dr. Pinotti (DEM-SP)

No caminho até a saída principal do Senado, o senador foi escoltado por seis seguranças, que evitaram que jornalistas e fotógrafos chegassem próximo a Sarney. Foi quando um deles agarrou Danilo o agarrou por trás e, com violência, jogou-o no chão.

“Eles me chutaram e me empurraram, e eu não fiz nada. Só perguntei”, afirmou Danilo. Quando perguntado se iria tomar alguma providência legal, Danilo respondeu, sem perder o bom humor: “Fazer piada. Acho legal fazer piada.”

Eleições 2008: Eduardo Paes no Rio e Gilberto Kassab em São Paulo

Em São Paulo, Kassab vence com boa folga. Já no Rio, Paes fica com diferença apertada.

Por Luan Borges
Direto ao Ponto

DEM e PMDB comandam as duas principais capitais brasileiras. Em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que recebeu o apoio do governador José Serra (PSDB), venceu com bastante folga. Sua rival era a ex-prefeita Marta Suplicy (PT). Kassab recebeu 60,72% dos votos, enquanto Marta ficou com 39,28%. Houve 17,54% de abstenção. Votos em branco somaram 2,62%. Os votos em nulo somaram 5,03%.

Isso reforça o poder de José Serra dentro do PSDB. Depois da derrota de Geraldo Alckmin no 1º turno, e a furada de Aécio Neves, governador de Minas Gerais, que apostou tudo em Márcio Lacerda no 1º turno, mas só levou no segundo. Além do reforço do poder de Serra, a vitória de Kassab reafirma a histórica aliança entre PSDB e PFL, atual Democratas.

Já no Rio de Janeiro, a votação foi bem apertada. A diferença de votos foi de apenas 55.252 votos para Eduardo Paes. O candidato do PMDB venceu com 50,83% dos votos, enquanto Fernando Gabeira, do PV, ficou com apenas 49,17%. Houve 20,25% de abstenção, um número considerável alto. Votos em branco somaram 2,52%. Já os votos em nulos foram 6,10%.

Eduardo Paes teve sua candidatura baseada na Zona Oeste, a parte pobre da cidade, e tem como principais aliados o presidente Lula e o governador Sérgio Cabral. Eduardo Paes promete governar em conjunto com o Governo do Estado, coisa que não acontece há muito tempo no Rio de Janeiro. A eleição de Paes afirma o poder do PMDB no Rio de Janeiro, já que o Governo do Estado é governado por um peemedebista desde 1999, com Antony Garotinho. Essa eleição também marca o fim da hegemonia do prefeito César Maia, que governa a cidade desde 1993.

César Maia não conseguiu emplacar sua candidata, Solange Amaral, no 1º turno, que recebeu apenas 6% dos votos. Sua imagem também prejudou a campanha de Fernando Gabeira, já que sua candidatura era apoiada pelo Democratas, partido do ainda prefeito César Maia.

Em Belo Horizonte, o candidato Márcio Lacerta, fruto de uma aliança entre o governador Aécio Neves e o atual prefeito Fernando Pimentel (PT), venceu com 59,12%. Em Salvador, João Henrique (PMDB) venceu com 58,46%. Em Porto Alegre, Fogaça (PMDB) foi reeleito com 58,95%. Em Florianópolis, Dário Benger também se reelegeu com 57,88%

Rio: Aprovação automática cai (de novo)

A Resolução 959, que instaura a nota Registra Recomendação, o ‘RR’ e a aprovação automática, caiu na tarde de ontem (06/12) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Foram 20 votos a favor e 13 contra o decreto legislativo 231/2007, que suspende a 959, feita pela Secretária Municipal de Educação, Sônia Mograbi. Com isso, o sistema de ciclo também cai, voltando o sistema de séries e os conceitos Ótimo e Insuficiente.

O projeto ainda precisa ser publicado no Diário Oficial. Os vereadores do Democratas, antigo PFL não participaram da votação, porém dos 13 que votaram contra, 7 eram do DEM. A sessão teve oito faltosos.

Desde maio existe essa polêmica na educação do Rio de Janeiro, quando Sônia Mograbi publicou a famosa Resolução 946, que abolia os conceitos Ótimo e Insuficiente, instituia a aprovação automática e o Conceito Global. Então, a Câmara aprovou o Decreto Legislativo 618, que derrubava a Resolução 946, voltando com o “O” e o “I”. Porém, o SCA, que é o programa que registra as notas dos alunos não foi atualizado, e, por isso, continuava sem o “O” e o “I”. Para fugir da acusação de improbabilidade administrativa, a Secretária de Educação lançou a mesma resolução com algumas alterações. Com o número de 959, a resolução criava a nota “RR”, que indicava se o aluno precisava de recuperação paralela no ciclo seguinte. Cada ciclo tem três anos.

Dia 14 acontece o Conselho de Classe, que decide os conceitos dos alunos. Com esse decreto saindo na véspera do Conselho de Classe, os professores devem usar o “O” e o “I” ou o “RR”? Só sabe-se de uma coisa: 2007 foi um ano perdido.