Oi demitirá mais de mil funcionários

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Na fusão com a Brasil Telecom, operadora dispensará 1.178 funcionários

Por Luan Borges
Com informações da Folha Online

A operadora de telefonia Oi, antiga Telemar, informou por meio de um comunicado que demitirá 1.178 funcionários, de 31.238, na fusão com a Brasil Telecom.

As demissões devem ocorrer até o final deste mês, sendo que a maior parte, 860, acontecerá no setor de operação e manutenção da planta interna da empresa, setor que será assumido pela Nokia Siemens, que deverá contratar a maior parte dos funcionários que serão demitidos.

O contrato de terceirização feito com a Nokia Siemens será de US$ 1,56 bilhão, e prevê a contratação de 1.060 pessoas para manutenção das redes I e II, que abrange toda a atual área de cobertura da Oi, inclusive São Paulo.

As demais demissões acontecerão na área comercial da antiga Brasil Telecom, que foi comprada pela Oi em janeiro deste ano. A Oi prevê que depois da fusão, a empresa terá 30.060. No começo da operação, as duas empresas somavam 25.542 funcionários.

A nova operadora, apelidada pela mídia de BrOi, será a maior operadora de telefonia do Brasil. A operadora de telefonia movel Oi já alcança todo o Brasil depois da incorporação da BrT Celular. Na telefonia fixa, a operadora cobre todo o Brasil, exceto São Paulo. Além da telefonia, a Oi opera na TV Paga através da recém-fundada Oi TV, no rádio, com a Oi FM, na internet com o Oi Velox e do provedor Oi Internet e serviço de cartão de crédito com o Oi Paggo.

Crítica: Demissão de Salete Lemos – Ditadura no Brasil?

Em julho, a jornalista Salete Lemos foi demitida da TV Cultura por causa do comentário acima. Neste vídeo, Salete critica duramente o Plano Bresser. O Bresser é do PSDB. A TV Cultura é a TV do Governo de São Paulo, do PSDB. O FEBRABAN apóia o governador José Serra. O pessoal do Bresser e do FEBRABAN não gostou do comentário da jornalista e, como resposta, a direção da TV Cultura demitiu Salete Lemos.

A TV Cultura é uma TV pública de São Paulo. Deveria ser imparcial, mas ficou claro que é só mais uma TV, como outra qualquer, que tem “rabo-preso” e conchavo com bancos e governos, onde a liberdade de expressão só existe pela metade.

Pensávamos que com o fim da ditadura militar, poderíamos criticar e elogiar o governo abertamente, sem medo de ser censurado. Oficialmente, a censura acabou, mas na prática, a censura existe e está presente até naquela emissora que julgávamos impecáveis.