“Tropa de elite” estréia nos EUA em meio a um vendaval de críticas

Por Lukas Oliveira
Direto ao Ponto

Desde a última sexta-feira (19), o filme “Tropa de Elite” está presente no circuito norte americano sob o título de “Elite Squad”.

O filme de José Padilha, que venceu o Leão de Ouro no Festival de Berlim, em fevereiro, em meio a várias críticas pesadas como ser chamado de “fascista” por publicações como a revista Variety na época da sua première mundial na Alemanha, não teve um tratamento muito diferente por parte da mídia americana.

No dia da estréia, o jornal “The New Yok Times” classificou o filme como “cruelmente feio, desagradável e, por vezes, até uma incoerente agressão aos significados brasileiros” e de “rasa profundidade”.

Além, das críticas sobre o conteúdo foi notado que o trailer em inglês, divulgado pela distribuidora Weinstein Company  não traz diálogos, somento uma narração em “off” e existe até a inclusão de uma cena que não está no filme, em que aparecem os personagens André Matias (André Ramiro) e Neto (Caio Junqueira), na infância, brincando juntos.

Segundo o que consta, a produtora Zazen Produções, de José Padilha, não possui controle sobre a divulgação já que a Weinstein Company adquiriu os direitos do filme, mas afirma que o filme tem exatamente o mesmo corte que o lançado no Brasil e exibido em Berlim.

Filme sobre o médico espiritualista Bezerra de Menezes é o 8° mais visto do país

O filme cujo o título é “Bezerra de Menezes – o diário de um espírito”, tem como tema, retratar a vida deste Médico cerarense que se tornou ícone da comunidade espírita por dedicar a sua vida a causas humanitárias, a produção teve um baixo orçamento comparado a outras produções no mercado brasileiro, o valor aproximado deste orçamento é de 2 milhões.

Em apenas 20 dias em cartaz o filme já ocupa 60 salas de cinemas do Brasil, e já foi assistido por mais de 195 mil pessoas. O filme “Os desafinados” que também é uam produção bbrasileira e possue em seu elenco os atores Rodrigo Santoro e Selton Melo estreou na mesma semana e teve até agora  119 mil espectadores.

Segundo o diretor do filme, Glauber Filho, ele já imaginava que a produção obtivesse sucesso, no entanto, afirma desconhecer a dimensão real do filme. “Sei claramente que pode haver a rejeição em relação à temática, porque existem pessoas que confundem religiosidade com religião”.

O filme que é protagonizado pelo ator Carlos Vereza, partiu da iniciativa da ONG Estação da Luz de Fortaleza. A entidade, que já realiza há alguns anos festivais de teatro  com temática espírita, decidiu então investir em cinema com o objetivo de atingir mais pessoas.

O projeto inicial do filme era fazer um documentário com algumas cenas ficcionais.No entanto, o projeto evoluiu e ganhou o formato que chegou as telonas como uma ficção baseada em fatos reais. Mesmo assim, a estrutura documental continuou presente no filme.