Cotidiano: Menino é morto em Halloween

Segundo a polícia, o menino foi atingido por um tiro enquanto buscava doces

Por Luan Borges
Direto ao Ponto

Um garoto de 12 anos morreu na noite da última sexta-feira, dia da comemoração do Halloween, em Sumter, Carolina do Sul.

Segundo informações da polícia local, o menino foi atingido por um tiro enquanto pedia doces em uma casa junto com seu pai e seus irmãos. O tiro foi disparado de dentro da residência. Ainda de acordo com o relato da polícia, o pai se aproximou da casa com os quatro filhos por volta das 20h30 da sexta, e acreditou ter ouvido fogos de artifício.

Além do garoto de 12 anos, os tiros acertaram o pai e outro filho. O suspeito, Quentin Patrick, de 22 anos, já é acusado de assassinato e roubo seguido de tentativa de assassinato.

O garoto de 12 anos morreu no hospital. O pai e o outro filho não correm risco de morte. Os outros dois irmãos não foram feridos.

Plantão: Confirmada morte cerebral de Eloá

Médicos confirmam através de coletiva a morte da garota

Por Luan Borges
Direto ao Ponto

Acaba de ser confirmada a morte cerebral de Eloá Pimentel, de 15 anos, que foi mantida refém por mais de cem horas em Santo André, região do ABC paulista. A adolescente foi atingida por dois tiros: um na cabeça e outro no abdomen. A adolescente perdeu massa encefálica e passou por uma cirurgia, porém não resistiu e morreu às 23h30 deste sábado (18). A bala ficou alojada no cerebelo.

A amiga Nayara, que foi atingida por um tiro no rosto, não corre risco de morte e passa bem.

Inconformado com o fim do namoro de três anos, Lindemberg Fernandes Alves rendeu a adolescente na última segunda-feira (13). Além dela, outras três pessoas –uma amiga da garota e outros dois jovens– também foram feitas reféns.

Às 20h daquele dia, policiais militares do Gate (Crupo de Ações Táticas Especiais) foram ao prédio localizado em um conjunto habitacional no bairro Jardim Santo André para tentar negociar a liberdade dos reféns. Após duas horas de negociação, os garotos foram liberados.

Na madrugada da terça-feira (14), duas irmãs de Alves foram ao local. As cozinheiras Francimar, 35, e Lindomar, 38, afirmaram que Alves era muito amoroso com a adolescente e sempre se mostrou tranqüilo. Entretanto, ele entrou em depressão após o rompimento com a garota e passou a ameaçá-la de morte caso ela não reatasse o relacionamento.

Ainda na terça-feira, Alves disparou duas vezes em direção a uma multidão formada por jornalistas e curiosos que circundavam o prédio. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. Durante a noite, os policiais cortaram o fornecimento de energia ao apartamento onde as garotas eram mantidas reféns. Em troca do retorno da eletricidade, Alves libera a amiga de sua ex-namorada.

Menos de dois dias após a libertação, a adolescente volta às 10h de quinta-feira (16) ao apartamento, porém, não como refém. O mais longo caso de cárcere privado do Estado terminaria apenas às 18h10 de sexta-feira (17) de forma trágica.

A Polícia Militar afirma que decidiu invadir o apartamento após o rapaz atirar. “O que provocou a invasão foi o próprio agressor. O Gate não atirou. Fizemos de tudo para preservar a vida dos três”, disse neste sábado o coronel Eduardo Félix, comandante do Batalhão de Choque da PM.

A ex-namorada de Alves saiu do apartamento ferida na virilha e na cabeça. Uma amiga que também estava no imóvel foi baleada no rosto, operada e não corre risco de morte.

Segundo o coronel, Alves deu o primeiro tiro e, quando a equipe do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) entrou no apartamento, o rapaz descarregou a arma.

Félix defendeu a atuação da equipe no desfecho do caso. “Não houve erro. Todas as decisões foram tomadas em equipe”, afirmou o PM.

Preso, o ex-namorado da adolescente foi levado neste sábado para o CDP de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo. Segundo a polícia, ele foi levado na noite de sexta-feira a uma delegacia de Santo André, mas se recusou a falar sobre o caso.

Plantão: Eloá está em coma “irreversível”, segundo médica

Garota sequestrada sofre risco de morte cerebral

Por Luan Borges
Direto ao Ponto
Com informações da Folha Online

Segundo a neurocirurgiã Grace Mary Lídia, do hospital municipal de Santo André, a adolescente Eloá Pimentel, que foi mantida refém por mais de cem horas pelo ex-namorado, está em coma irreversível.

Segundo a médica, essa é a forma mais grave de coma e apenas um segundo exame pode determinar se há ou não morte cerebral de Eloá.

Mais informações a qualquer momento.

Plantão: Eloá ainda está viva, desmente Governo de S. Paulo

Serra teria recebido informação incorreta. A assessoria diz que estado de Eloá é gravíssimo

CONFIRMADA A MORTE DE ELOÁ. VEJA MAIS CLICANDO AQUI

Por Cátia Seabra
Folha de S. Paulo

ATUALIZADO ÀS 19H54

Embora o governador José Serra (PSDB) tenha sido informado pelo secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, da morte da adolescente mantida refém pelo ex-namorado, a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes –sede do governo do Estado– nega que ela tenha morrido. De acordo com a assessoria do governo, a garota está em estado gravíssimo e em coma induzido.

A menina era mantida refém por Lindemberg Fernandes Alves desde a última segunda-feira. A Polícia Militar afirma que invadiu o apartamento após ouvir um tiro. Por volta das 18h10, houve uma explosão –aparentemente, uma bomba de efeito moral foi jogada no apartamento. Pouco depois, policiais militares do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) entraram no apartamento –alguns pela janela. A reportagem da Folha Online ouviu três estampidos, semelhantes a tiros.

A assessoria do hospital municipal de Santo André informou que a ex-namorada de Alves foi atingida por um tiro na cabeça e outro na virilha e a amiga –que também era mantida no imóvel–, na boca. Ainda não há confirmação se os tiros foram disparados pelos policiais ou pelo rapaz.

Refém

O rapaz havia invadido o apartamento onde a ex-namorada estudava com três amigos por volta das 13h30 de segunda-feira (13). Dois garotos foram libertados na noite de segunda.

Na quinta (15), houve um retrocesso nas negociações. A amiga da adolescente, que já havia ficado em cárcere privado por 33 horas, voltou ao apartamento porque a polícia aceitou uma exigência do criminoso. Ele havia se comprometido a soltar as duas em seguida, o que não aconteceu.

A estratégia foi criticada. O procedimento quebra as regras para esse tipo de situação, segundo o especialista em segurança pública José Vicente da Silva Filho, coronel da reserva da PM de São Paulo e ex-secretário Nacional de Segurança Pública.

Morre, aos 101 anos, Dercy Gonçalves

Morreu às 16h45 deste sábado, no Rio de Janeiro, a atriz e comediante Dercy Gonçalves, aos 101 anos de idade. Dercy deu entrada no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) do Hospital São Lucas, em Copacabana, zona sul da cidade, nesta madrugada, com forte pneumunia.

Dercy Gonçalves era conhecida pela sua irreverência, bom humor e constante uso de palavras de baixo-calão. Dercy dizia ter duas idades: a de registro e a verdadeira. Dercy Gonçalves foi registrada pelo pai com dois anos de atraso.

Dercy Gonçalves iria entrar no Guiness Book, o livro dos recordes, como a atriz em mais longo tempo de atividade do mundo. Junto com isso, a biografia sobre Dercy Gonçalves escrita por Maria Adelaide Amaral irá ganhar versão teatral, com atriz e comediante Fafi Siqueira no papel de Dercy.

O último trabalho de Dercy na televisão foi o programa “Fala Dercy”, no SBT, em 2000 e algumas aparições na “Praça é Nossa”, também no SBT, em 2001.

Em uma entrevista ao TV Fama, da RedeTV!, Maria Adelaide Amaral disse que “Dercy é mais que um palavrão. A Dercy tem uma grande história, uma grande vida.”

Dolores Gonçalves Costa, nome original de Dercy Gonçalves, nasceu em Santa Maria Madalena, em 23 de junho de 1907. Começou a sua carreira em 1929, numa companhia de teatro intineirante. Participou do auge do teatro de revista, na década de 30 e 40. Também participou de vários filmes do gênero “chanchadas”. Na televisão, foi a atriz mais bem paga da TV Excelsior, em 1963, onde conheceu o executivo Boni. Dercy também integrou o elenco da TV Rio e foi uma das primeiras contratadas da TV Globo, fazendo o programa “Dercy de Verdade”, um dos primeiros de sucesso da emissora carioca.

Em 1991, Dercy foi homenageada pela Unidos da Viradouro, escola de samba carioca. Dercy, que ainda se recuperava após a fratura da bacia, desfilou com os peitos nus, causando polêmica.

Dercy fez 23 filmes, o último um curtametrage, “Célia & Rosita”, de 2000. Na televisão, fez as novelas “Que Rei Sou Eu?”, como a Baronesa Eknésia, em 1989 e “Deus nos Acuda”, em 1992.

Aos 95 anos, Dercy declarou: “Só vou morrer quando EU quiser.”

“Porra não é palavrão. A gente é feito de porra. Palavrão é fome, é miséria” – Dercy Gonçalves

Morre senador Jefferson Péres

Morreu nesta sexta-feira, em Manaus, o senador Jefferson Péres, líder do PDT no Senado, aos 76 anos, vitma de um infarto fulminante. Péres morreu na casa onde morava, no bairro de Adrianópolis. O senador passava o feriado de Corpus Christi com a família.

Em 2006, o senador foi candidato a vice-presidência do país na chapa do senador Cristóvão Buarque.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, divulgou uma nota lamentando a morte do senador.

“Recebi com tristeza a notícia do falecimento do senador Jefferson Péres e transmito à sua família meus sentimentos. Jefferson Péres foi um político que sempre pautou suas ações pela defesa intransigente da democracia e da ética. Sempre procurou guiar-se pelo que julgava ser o interesse público, mesmo nos momentos de divergências com o Governo. É uma grande perda para o Brasil, para a Amazônia e para o Senado brasileiro.”

Sem dúvida a morte do senador representa o fim de uma das maiores reservas morais da política no nosso país, e empurra o PDT para ser um “partido a mais” como o PMDB e o PTB. O PDT, com Lupi, se envolve num mar de corrupção, e passa longe daquele PDT de Brizola. É lamentável que a política brasileira esteja num caminho tão “lamacento”.

Promotor pede pena máxima ao Casal Nardoni

O promotor Francisco Cembrenelli disse em entrevista coletiva nessa terça-feira (06/05) que o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são igualmente responsáveis pela morte da menina Isabella Nardoni e pediu prisão e pena máxima para o casal. A menina, que tinha 5 anos, morreu após ser atirada do apartamento de seu pai, no sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo.

“Houve uma situação de acalorada discussão entre o casal e imediatamente depois houve a agressão contra a Isabella”, disse o promotor. Ele denunciou os dois por homicídio doloso – quando há intenção de matar – triplamente qualificado (meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e para ocultar outro crime).

O casal teve a prisão preventiva pedida pela polícia. Ela, no entanto, só será decretada se o juiz, após analisar o pedido, der decisão favorável. Se a denúncia for aceita pela Justiça, Alexandre e Anna Carolina se tornarão réus no processo. Quando a polícia concluiu o relatório final sobre o caso, na quarta-feira (30), encaminhou o documento para o promotor e também para o juiz responsável pelo caso, Maurício Fossen.

A expectativa da defesa do pai e da madrasta da menina a partir de agora é ter acesso ao relatório final da Polícia Civil. É nele que a delegada-assistente do 9º DP (Carandiru), Renata Pontes, faz as observações finais sobre o caso. Os advogados só podiam fazer cópias do documento após o promotor oferecer a denúncia. O casal nega a autoria do crime e diz acreditar que uma terceira pessoa entrou no apartamento e jogou Isabella pela janela.

Nesse relatório, a delegada pede a prisão preventiva de Anna Carolina Jatobá e de Alexandre Nardoni. Segundo a investigação, não haveria tempo suficiente para uma terceira pessoa ter cometido o crime. Além disso, as amostras de sangue encaminhadas para exame de DNA apontaram predominância de sangue de membros da família, não havendo vestígios de sangue de uma terceira pessoa. O relatório não esclarece se mais alguém, além de Isabella, se feriu no dia do crime.

No relatório, a delegada justifica o pedido de prisão: garantir a ordem pública, impedir a fuga dos indiciados e assegurar a aplicação da lei. Ela diz ainda que o crime é hediondo e classifica o ato como covarde, demonstrando a maldade e o desprezo à vida humana.