Troféu Rubens Furlan #002

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Confira os premiados da última semana!

Por Luan Borges

A semana começa e o Troféu Rubens Furlan destaca aqueles babacas que foram notícia na semana passada. Tudo bem que nem é tão difícil assim saber os vencedores, mas esteve difícil de escolher, porque foram muitos babacas.

Troféu Rubens Furlan de Política

Ele pode até ser um dos políticos mais influentes do mundo, o presidente mais popular da história do Brasil e várias outras coisas, mas usar a máquina pública para enfiar goela abaixo a canditada Dilma Rouseff é uma atitude, no mínimo, babaca. Lula, mais uma vez, mostra seu desapreço pela legislação brasileira. Lulinha paz e amor, a campanha já começou, mas usar propagandas da Petrobrás pra destacar a Dilma é feio, muito feio.

Troféu Rubens Furlan de Televisão

A contratação de Gugu pode até ser uma das maiores da TV brasileira dos últimos anos, e ter o segundo maior salário da TV, recebendo R$ 3 milhões por mês – o primeiro é de Faustão, R$ 5,5 mi –, mas o Ibope não reflete isso. Muito pelo contrário. Ontem, dia 16, Gugu chegou a marcar 4 pontos em pleno horário nobre e empatar com, pasmem, o Mesa Redonda da TV Gazeta! A Record contratou Gugu para liderar no horário, já que no SBT ele dava picos de até 20 pontos. Porém, o Pânico e seu ex-patrão, Silvio, continuam pisando em Gugu, mostrando que dinheiro não é tudo.

Troféu Rubens Furlan de Esporte

Essa é óbvia! Dunga! O anão da Branca de Neve surpreendeu a população brasileira não chamando Neymar e Ganso! Com desculpas mais feias do que suas camisas, Dunga provou a incompetência como técnico e chamou o excelente Grafite! Patcha que lá pareo! Pelo menos o povo não vai ficar falando tanto da Copa.

Troféu Rubens Furlan de Internet

O troféu da semana vai pra uma parte do Twitter, que numa atitude preconceituosa, jogou o perfil @vouconfessarque do luxo ao lixo, só porque um dos Colírios da Capricho mantinha no twitter. Puro preconceito que se gerou por trás dos Colírios, a máxima de que “toda pessoa bonita é burra”. Mentira e puro preconceito. Se fosse um nerd gordo, dúvido que haveria tanto escândalo. É, Twitter também é preconceito.

República Federativa da Record

Como uma televisão pode sofrer do Transtorno de Múltiplas Personalidades

Por Luan Borges
Ponto Notícia // Direto ao Ponto

Em breve estreará na FOX a série “United States of Tara”, que conta a história de Tara, uma dona de casa que sofre do Transtorno de Múltiplas Personalidades, estrelada por Toni Collete. Na série, Tara tem quatro personalidades: Alice, uma devotada dona de casa; Buck, a única personalidade masculina; Gimme, uma personalidade animal; e Tee, uma adolescente selvagem.

Tara pode ser comparada a Rede Record: múltiplas personalidades numa só pessoa. A partir de 2004, a Record buscou sua identidade em outra identidade: a Globo. Excluiu programas históricos da emissora, como o “Note e Anote” e o “Cidade Alerta” para seguir uma linha menos popular, semelhante a da Globo. Reformulou o “Jornal da Record” para que ficasse parecido com o “Jornal Nacional”, chegando ao cúmulo de, um dia, Janine Borba usar o mesmo modelito de Fátima Bernardes, mudando só a cor.

A nova identidade usurpada da Record parecia dar resultado: tanto as novelas, quantos os jornais, passaram a incomodar a Rede Globo de Televisão. Mas a TV do Bispo não queria ser só a Globo, ela queria mais: ser o SBT. Para isso não mediu esforços: assinou com a Televisa, contratou o Gugu e até passou a cometer os mesmos erros antigos do SBT. Mais recentemente, a Record copiou a faixa de séries das 21h do SBT, que, após várias tentativas, deu certo na emssora de Silvio Santos.

Mais recentemente, a emissora da Igreja Universal contratou grande parte do elenco da MTV: Marcos Mion, João Gordo e a dupla de humoristas Hermes e Renato. Todos para o programa “Legendários”, que já mais de uma dezena de profissionais envolvidos, mas sem um formato certo.

A Record é um caso raro de Transtorno de Múltiplas Personalidades, pior do que de Tara. Enquanto a protagonista da série americana tem momentos de lucidez, onde ela é realmente ela, a Record não tem um só momento de Record. Até seus piores fracassos, como o programa “Geraldo Brasil”, parece ter saído da mais pobre televisão da Europa Oriental.

Se resolvessem fazer uma série de televisão sobre a Record, sem dúvida, o nome teria que ser “República Federativa da Record”, utilizando-se daquilo que ela faz de melhor, copiar.

TV e futebol: as semelhanças entre as torcidas

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As torcidas entre TV e futebol são bastantes semelhantes

Por Luan Borges

Ver briga de SBTistas e Recordistas por audiência é tão engraçado. Parece até conversa de bar entre flamenguista e vascaíno. Enquanto no futebol são usados jargões como “impedimento”, “juiz ladrão”, “falta”, “tira-teima”, na TV é “consolidado”, “Montenegro ladrão”, “prévia”, “realtime”. Mas o fanatismo e a inutilidade são as mesmas. No futebol, quem lucra são só os cartolas e jogadores de futebol, já na TV, somente os donos das emissoras e apresentadores.

A semelhança entre as torcidas de futebol com as torcidas de TV são tantas que já existe a mesa redonda oficial do ‘televisionismo’ brasileiro: A Roda da Fofoca da Sônia Abrão, com direito a gritaria e excesso de merchans característico de Milton Neves, seu equivalente no campo futebolístico.

Enquanto no futebol as torcidas vibram nas arquibancadas, na televisão, a torcidas acontece na internet: fórum, Orkut, comentários de blog, Twitter… Qualquer lugar é lugar de vibrar e torcer pela emissora favorita.

Assim como no futebol, as chacotas entre torcidas adversárias acontecem a pleno vapor. Apelidos como SBTraço, Recópia, Globosta, são comuns, assim como Bambi, Flamerda, Vaiscaíndo.

Santo André, Bangu, XV de Piracicaba se equivalem a Band, RedeTV!, Gazeta: pequenos mas tem seu público cativo. E assim como no futebol, a troca de estrelas são constantes na TV. Recentemente vimos a rixa entre o Sport Club Silvio Santos e o Clube de Regatas Universal. Eram feitos contratos milionários com a promessa de que assim conseguiriam liderar o campeonato, ou, pelo menos, vice-liderar. No ataque, foi feito um troca-troca. A Record levou Gugu Liberato e sua equipe. Em contra-partida, Silvio Santos reforçou o ataque, meio de campo, defesa e até a comissão técnica, tudo do time adversário. E, é claro, as torcidas vibraram com as contratações.

E, assim como no futebol existem os saudosos torcedores de times já extintos, como o Bauru, existem os torcedores das emissoras já extintas, como os saudosos Manchetistas, que se reúnem para ver no Youtube aberturas de novelas como Pantanal, Dona Beija, Ana Raio e Zé Trovão, Kananga do Japão e tantas outras produções da Manchete e se lamentar pelos anos dourados que se findaram.

Enfim, poderia escrever mais quinhentas linhas enumerando as semelhanças entre torcedores de futebol e torcedores de TV, mas seria inútil. Tão inútil quanto comemorar a audiência do último episódio de “Sobrenatural” no SBT ou o placar do jogo do Flamengo no último domingo. Mas antes de encerrar, confesso: sou um torcedor fanático: tanto no futebol, com o meu Flamengo, quanto na TV, com o meu SBT. Tanto nos estádios de futebol quanto nos controles da televisão, deveria ter um selo com o aviso: “Torcida: aprecie com moderação.”

Record investe R$ 150 milhões no R7

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Portal contrata Rosana Hermann e Daniel Castro

Por Luan Borges

Equipe do R7 já trabalha para o lançamento do portal

Equipe do R7 já trabalha para o lançamento do portal

A Central Record de Comunicação está investindo 150 milhões de reais no novo portal de notícias, o R7. O site, que estreia dia 27 de setembro, visa concorrer com os maiores portais do Brasil, como a UOL, Terra, iG e, principalmente, o G1, das Organizações Globo.

R$ 100 milhões são destinados ao investimento em infraestrutura e contratação de jornalista. Já foram contratados 160 jornalistas, em sua maioria da UOL, Folha de S. Paulo, G1 e portais Abril, Terra, Yahoo e Reuters. Os outros R$ 50 milhões foram destinados à publicidade

A data de lançamento do portal coincide com os 56 anos da TV Record e dois anos da Record News, o canal de notícias do grupo. Segundo os responsáveis pelo portal, o enfoque do R7 é o mesmo dos outros portais: cobrir os principais acontecimentos do cotidiano com o foco no jornalismo, entretenimento, esportes e multimídia.

Mas também haverá espaço para conteúdo opinativo. Até agora, a Record já contratou Daniel Castro, colunista de televisão, Fabíola Reipert, colunista de celebridades, Rubens Edwald Filho, colunista de cinema, Sophia Camargo, economista doméstica, além de contar com nomes da própria Rede Record, como Théo Becker, Britto Jr., Geraldo Luís, Rodrigo Faro, Dado Dolabella, Ana Hickmann, Ana Paula Padrão e Celso Freitas.

Rosana Hermann, conhecida na grande rede pelo blog Querido Leitor e ex-diretora de criação da Band, também foi contratada pelo R7 e ocupará o mesmo cargo.

A Central Record de Comunicação foi criada em 1989, após Edir Macedo ter comprado a Rádio e TV Record Record do Grupo Silvio Santos. Atualmente o grupo comanda três redes de rádio (Rádio Record, Rádio Guaíba AM e FM e gospel Rádio Sociedade), três redes de televisão (Rede Record, Record News e gospel Rede Família), duas gravadoras góspeis (Line Records e New Music), os jornais Hoje em Dia e Correio do Povo e uma agência de viagens, a Record Trips.

Além dessas inciativas, a Record também tem emissoras na África, como a Rede Miramar (Moçambique), TV Record Cabo Verde e a TV Record Uganda. Todas elas, com exceção da última, retransmite parte da programação da Record. A TV Record Uganda transmite programação em francês e em inglês.

Globo, Record e Band dividirão Olimpíada de 2016

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Na briga entre Globo e Record, as duas levaram

Por Luan Borges

A guerra entre a Rede Globo e a Rede Record pelos Jogos Olímpicos de 2016 acabou empatada: as duas emissoras levaram os direitos de transmissão do evento, que ainda não tem a sede definida. Além das duas emissoras, a Bandeirantes também transmitirá o evento através de uma parceria com a Globo.

A guerra pelos direitos de transmissão se deu devido a Record ter a exclusividade na transmissão dos Jogos Olímpicos de 2012, que ocorrerão em Londres, e pelas grandes chances do Rio de Janeiro sediar o evento. Além do Rio, as cidades concorrentes são Tóquio, Madri e Chigado.

A proposta da Globo surpreendeu o Comitê Olímpico Internacional (COI) pelo fato de não ser oferecido apenas dinheiro, mas também por permitir que o evento seja negociado e transmitido por outras emissoras, enquanto a proposta da Record previa transmissão exclusiva e garantia da transmissão de todos os jogos.

A exemplo dos Jogos Panamerianos Rio 2007, a divisão dos direitos de transmissão mostra que a campanha da cidade para sediar o evento de 2016 pode ser bem-sucedida.