Novo ‘Aqui Agora’ contará com Salete Lemos

O ‘pai’ dos jornais policiais voltará. O telejornal “Aqui Agora”, é a nova aposta do telejornalismo do SBT. Diferente da sua edição original, no começo dos anos 90, quando o pugilista Maguila era o comentarista econômico, a nova versão do “Aqui Agora” será mais comportada. A jornalista Salete Lemos, demitida da TV Cultura em meados de 2007, será a comentarista econômica do telejornal. Salete Lemos fez participações com cachê no programa “Hebe”.
A ordem é mesclar novos apresentadores com antigos. A jornalista Cristina Rocha, que âncorou a versão original, já está confirmada. Renato Sardenberguer também já está confirmado, para dividir a bancada com Cristina Rocha. João Leite Neto terá um quadro de reportagens diário. Celso Russomano, que estava na TV Gazeta, também estará de volta no “Aqui Agora”.

Rumores da volta do “Aqui Agora” começou em Setembro de 2007, quando o jornalista esportivo Jorge Kajuru disse que o apresentador do “Brasil Urgente”, José Luis Datena, teve uma reunião com Silvio Santos. Tempos depois, Silvio desistiu de contratar Datena por conta das várias multas com a Record, a RedeTV! e com a Band. O SBT até anunciou o “Jornal Policial” para às 18h, sem informar o dia, porém a estréia foi cancelada.

A data da estréia do novo “Aqui Agora” já está definida: 3 de março, às 18h.

Crítica: Demissão de Salete Lemos – Ditadura no Brasil?

Em julho, a jornalista Salete Lemos foi demitida da TV Cultura por causa do comentário acima. Neste vídeo, Salete critica duramente o Plano Bresser. O Bresser é do PSDB. A TV Cultura é a TV do Governo de São Paulo, do PSDB. O FEBRABAN apóia o governador José Serra. O pessoal do Bresser e do FEBRABAN não gostou do comentário da jornalista e, como resposta, a direção da TV Cultura demitiu Salete Lemos.

A TV Cultura é uma TV pública de São Paulo. Deveria ser imparcial, mas ficou claro que é só mais uma TV, como outra qualquer, que tem “rabo-preso” e conchavo com bancos e governos, onde a liberdade de expressão só existe pela metade.

Pensávamos que com o fim da ditadura militar, poderíamos criticar e elogiar o governo abertamente, sem medo de ser censurado. Oficialmente, a censura acabou, mas na prática, a censura existe e está presente até naquela emissora que julgávamos impecáveis.