ESPECIAL (PARTE 1): Veja a diferença da TV a Cabo brasileira para o resto da América Latina

Direto ao Ponto compara a TV a cabo da Argentina, Chile, México e Venezuela com a do Brasil: diferença é gritante

Por Luan Borges

Em 2006, a Sky e a Directv iniciaram um processo de fusão em toda América Latina, concluído em 2007. Dois anos depois, a nova Sky resultante da fusão só representou desvantagens aos assinantes: preços altos, má qualidade de serviço e de atendimento.

Com o desaparecimento da Directv, abriu-se uma lacuna no mercado da TV paga, que tenta, incompetentemente, preenchê-la. A Via Embratel e a Telefonica TV Digital são exemplos disso. A primeira, apesar de oferecer bons preços, carece dos canais HBOs básicos. Já a segunda, apesar de ter licença para todo o Brasil, atende apenas em São Paulo.

Via Embratel

Recente no mercado, a Via Embratel tem preços baixos, porém peca pelo poucos canais oferecidos. O seu pacote básico custa R$59,90 por mês, sem promoção, porém oferece apenas 20 canais. Já o pacote total custa R$109,90 e tem 44 canais. A operadora não possui os chamados canais da Família HBO – Warner, Sony, AXN, E!, Animax e os próprios HBO -, mas oferece os canais Globosat.

Telefonica TV Digital

A Telefonica TV Digital é uma das melhores operadoras de TV via Satélite do Brasil. Tem os melhores canais, ou seja, livres de canais de tele-vendas e tele-igrejas e tem os pacotes mais flexíveis, onde é possível escolher os temas que você quer assitir. O pacote inicial da operadora custa R$49,90, e cada pacote temático custa R$10,00. O pacote máximo custa R$124,90. Porém, a operadora peca em dois pontos: não tem os canais da Rede Telecine e opera apenas para São Paulo.

A Telefonica TV Digital também opera no Peru, Chile, Colômbia e Venezuela

SKY

É aí que a porca torce o rabo. A Sky é o alvo da nossa comparação com as empresas internacionais. A Sky, seja com o nome Sky ou Directv, opera em toda a América Latina. No Brasil, o pacote mais barato da Sky custa R$99,90, e possui 105 canais, sendo 15 canais abertos, 14 rádios e 32 canais de áudio. Canais realmente pagos são apenas 17, já que o resto é canal de pay-per-view e mosaicos da Sky.

Já o pacote mais caro custa R$180,90, que dá direito a um ponto adicional e aos canais HBO e Telecine.

O preço não para por aí: o canal BandSports é vendido à parte, custando R$3,90. O Premiere Combate, também vendido à parte, custa R$45,90. Para assistir ao Campeonato Espanhol, o assinante precisa desembolsar mais R$19,90 ao mês. O site da operadora não informa o valor do pacote Sócio PFC, que dá direito ao Campeonato Brasileiro, porém, de acordo com o site da Telefonica TV Digital, o pacote mais barato custa R$49,90 e o mais caro, R$79,90. O canal BandNews também é vendido à parte e custa R$3,90 ao mês.

Para receber todos os canais da Sky, com exceção dos canais adultos e internacionais, é preciso desenbolsar mensalmente a bagatela de R$334,40. Surreal para um país no qual o salário mínimo é de RS465,00.

Amanhã você verá os valores da TV paga no resto da América Latina

Mundo: Venezuela fecha McDonands por 48 horas

Governo diz que a rede cometeu irregularidades tributárias

Da BBC

O governo da Venezuela decidiu fechar todos os restaurantes da rede McDonald’s no país por 48 horas, alegando irregularidades tributárias.

O diretor da Receita Federal venezuelana, José David Cabello, disse que há problemas nos balanços da rede americana de fast-food e também nos impostos recolhidos pela empresa.

Os 115 restaurantes McDonald’s da Venezuela foram fechados na quinta-feira e permanecerão assim até sábado.

O presidente venezuelano Hugo Chávez é conhecido por ser um crítico feroz dos Estados Unidos e recentemente havia fechado temporariamente os escritórios na Venezuela de outra multinacional americana, a Pepsi.

Chávez também determinou a nacionalização das operações de empresas de petróleo americanas que operavam no país.

No mês passado, tanto a Venezuela como a Bolívia expulsaram seus respectivos embaixadores americanos, acusando Washington de interferir em assuntos internos da Bolívia.

O governo americano respondeu expulsando os embaixadores dos dois países de Washington e bloqueando os ativos que três aliados de Chávez têm nos Estados Unidos.

Hugo Chávez leva um NÃO na Venezuela

Ontem, dia 2, foi dia de referendo na Venezuela para consultar a população se o presidente Hugo Chávez poderia ou não ter poderes ilimitados, reeleger-se por tempo indeterminado, instaurar o regime de excessão e etc., ou seja, que Chávez seja ou não um novo Fidel Castro e que a Venezuela se torne uma nova Cuba.

Além da apertada vitória do NÃO, que foi de 50,7% contra 49,27% do SIM, a abstenção foi grande: 44% dos eleitores da Venezuela não compareceram às urnas. Segundo Ismael Garcia, presidente do partido “Podemos”, da oposição. “A abstenção de 44% mostra que quase metade da população se cansou da disputa violenta. A partir de agora, o país vai ser socialista na medida em que a sociedade for socialista. Nada pode ser imposto”, afirmou Garcia, na tarde desta segunda-feira (3).

Além de mostrar que, apesar dos pesares, ainda existe um pouco de democracia na Venezuela, mostra que a população venezuelana está cansada da “ditadura-democrática” de Chávez. Sem essa reforma, Hugo Chávez fica proibido de tentar reeleger-se em 2012, e, assim, a ditadura está chegando ao fim. Mas sabemos que muito dificilmente Chávez parará por aí…

Globovisión: “Nós somos a próxima RCTV”

Segundo a diretora jurídica da TV venezuelana Globovisión, Ana Cristina Nunez, o governo do presidente Hugo Chávez e a Assembléia Nacional estão finalizando uma estratégia legal para retirar do ar a emissora de jornalismo 24 horas, alegando irregularidades na concessão.
Funcionários temem uma invasão da sede em Caracas.

O Globo: Qual a justificativa legal do governo e do Parlamento para intervir na Globovisión?

Ana Cristina Nunez: O governo e o Parlamento já preparam há algum tempo uma estratégia para retirar a Globovisión do ar. Várias questões legais e burocráticas que a lei nos obriga a cumprir em vários ministérios não estão sendo feitas, mas não por nossa culpa. Os órgãos do governo estão travando esse processo. Com isso, em breve poderão alegar irregularidades e suspender a concessão, mesmo ela não estando para vencer.
Nós somos a próxima RCTV.

As ameaças do Parlamento foram diretas. A ação do governo contra a emissora está mais próxima?

Ana Cristina: Sem dúvida. A deputada Iris Varela é quem coordena no Parlamento, junto com o governo, a estratégia para nos retirar do ar. Ela já conclamou publicamente a população a invadir a Globovisión. Disse que o povo tem poder para fazer isso. Todos estão com muito medo. Avisamos a polícia, as Forças Armadas e o governo. Ninguém nos respondeu. Nossos funcionários são ameaçados nas ruas e vivem com medo.

Como a emissora vai se defender?
Ana Cristina: Temos recursos em várias instâncias da Justiça, mas nada foi definido até agora a nosso favor. Preparamos um documento para divulgação de nossos problemas e ameaças. Mas o governo tem o controle da situação. Infelizmente, é a situação que a Venezuela vive hoje. (L.V.)

Fonte: O Globo