Artigo: Compro, logo existo

Compro... logo, existo!

por Roberta Torres

Vivemos em uma sociedade urbana, moderna e industrial escravizada pelo consumo desenfreado de produtos embalados por ilusões publicitárias. Tudo se compra, tudo se vende, tudo se descarta. Por todos os lados, há vitrines que nos atraem com suas efêmeras mercadorias, suas sedutoras promoções e suas promessas de felicidade instantânea. A TV nos mostra realidades imaginárias, nos impõe modas a seguir, sonhos para sonhar e pessoas para ser.

Diariamente, a publicidade enche as pessoas de ilusões, fazendo com que elas acreditem que ao acumular bens materiais, se tornam mais felizes. Não consumimos somente objetos físicos, como celulares e computadores, mas também tudo aquilo que está atrelado ao produto, como os ideais de felicidade e status. Por estarmos constantemente sob influência dos ideais de prazer imediato, vivemos em um mundo onde não há lugar para o sofrimento. Numa tentativa frustrante de preencher o vazio com coisas igualmente vazias, acabamos por nos autotiranizarmos neste círculo vicioso chamado consumismo.

O fato é que o povo ocidental consome muito mais do que necessita para sobreviver. Com o surgimento da Modernidade, a sociedade tornou-se mais racional e mais desamparada. A industrialização se desenvolveu e com ela surgiram novas exigências. Uma delas foi a divisão do trabalho, onde o trabalhador fica alienado à somente uma etapa de confecção do produto. As diferenças entre a produção em série e o artesanato são a total aproximação entre o produtor e o consumidor e também a especificidade do produto, que possui uma “essência”, uma “alma” única e exclusiva.

A divisão do trabalho e a produção em larga escala são necessárias para fazer a engrenagem do capitalismo girar e gerar cada vez mais lucros. A filosofia capitalista se baseia nos conceitos fordistas, de “produzir mais em menos tempo”. Contudo, com essas novas exigências do mundo-moderno-industrial, as pessoas começam a perder seus vínculos sociais e daí surge o desamparo. A sociedade se torna mais individualista e, com isso, sente-se mais vazia. O consumo surge como uma luz no fim do túnel, transformando a vida das pessoas numa ilusória jornada em busca da felicidade por meio da aquisição de produtos inúteis e igualmente vazios.

Extrapolando na utilização de cores chamativas, discursos otimistas, jingles grudentos, mensagens subliminares e até de pessoas públicas (modelos, atores, atletas etc), a publicidade é uma arma poderosa empregada na ditadura do consumo. A função de um publicitário é fazer com que o consumidor compre aquilo que não precisa com o dinheiro que não tem. A mídia é o “quarto poder”, é quem dita as regras, impõe modos de vida, cria estereótipos e inventa falsas necessidades. Através de suas novelas, mostram realidades imaginárias e passam a mensagem de que, para fazermos parte da sociedade, devemos seguir a última moda, adotar o comportamento das elites e, é claro, preencher nossas vidas com coisas supérfluas.

Como exemplo, podemos citar a rede de fast-food mundialmente conhecida como McDonald’s, que é o maior símbolo da modernidade ocidental e do consumismo alimentício. Por causa da publicidade feita em cima da marca, o McDonald’s também se tornou símbolo de juventude, desejo, felicidade instantânea e prazer. As pessoas consomem a “grife” McDonald’s, e não seus lanches; consomem a marca pelo o que ela representa, isto é, consomem os ideais de felicidade, satisfação, prazer, diversão e bons momentos que a publicidade incorporou à marca. A tão temida exclusão social é descartada a partir do momento que você faz parte da marca McDonald’s. O clima de pessoas felizes e satisfeitas explorado em seus comerciais é ilusório, pois as pessoas vão ao McDonald’s em busca desta felicidade instantânea, mas só voltam com o vazio. Portanto, o que o McDonald’s menos vende é comida.

Numa sociedade como a atual, que se baseia no consumo de fantasias criadas em prol do sistema capitalista, o filósofo francês Descartes diria: “compro, logo existo”. Afinal, numa época em que sentamos no sofá para nos entretermos com a guerra do Iraque através de um aparelho de TV Philips, munidos de pipoca e guaraná Antártica e vestidos com as roupas da grife Prada, quem não consome, não existe, e só existimos porque consumimos.

Made in China – Perigo nos brinquedos?

Recentemente vimos nos jornais a notícia do recall mundial da Mattel, que recolhe em todo o mundo os brinquedos “Barbie”, “Polly Pocket” e “Hot Wheels” e atualmente acontece o mesmo com um brinquedo da Gulliver, o “Magnetrix”. Todos pelo mesmo motivo: pequenos ímãs que podem ser engolidos. Outra coincidência é que ambos são fabricados na China, ou “Made in China”, como vem escrito nos brinquedos.

A China, um dos maiores mercados em expansão, é um grande fabricante de brinquedos de empresas multinacionais, como a americana Mattel, que visa na China a mão-de-obra e material barato. Junto com o material barato, vem a falta de qualidade na produção. Peças que se soltam, brinquedos que se quebram facilmente, tudo em nome dos lucros para os fabricantes, que preferem gastar milhões em publicidade e esquecem do principal negócio: fazer brinquedos e preferem economizar na hora de fabricar, mas gastam milhões no recall. A qualidade do produto está mesmo em segundo lugar.

Ives Ota: o mensageiro da paz

Quem não se lembra deste garotinho?

Ives Ota

Assassinado há 10 anos, no bairro do Carrão, zona leste de São Paulo, Ives Ota tornou-se símbolo da paz e do perdão. Eu, como correspondente de São Paulo do Blog Internacional, tive a incrível e inédita oportunidade de entrevistar a família Ota, que descobriu na tragédia uma forma de propagar o perdão entre as pessoas. Confiram.

“Não há dor maior do que perder um filho, mas não existe outro caminho a não ser perdoar”. Estas são as palavras emocionadas de Keiko Ota, mãe do garoto Ives, seqüestrado e morto por três seguranças que trabalhavam para a família, em 1997, na zona leste de São Paulo. O caso que chocou o país deu origem ao Movimento da Paz e Justiça Ives Ota, que tem como meta conscientizar as pessoas de que somente através do perdão o ser humano pode ser feliz.O pai da vítima, o comerciante Massataka Ota, conta que a ONG surgiu na hora mais difícil. “Eu queria fazer justiça com as minhas próprias mãos. No entanto, em uma conversa com Deus, decidi que a morte de meu filho não seria em vão”, relata. Foi então que, um mês após a tragédia, nasceu o movimento que visa respeitar e defender a vida humana. “O que nos dá felicidade é trabalhar pela felicidade dos outros. Tenho certeza de que é isso que o Ives deseja”, confessa a mãe.

Em 2002, o comerciante teve a oportunidade de ficar cara a cara com o assassino de Ives, no quadro “Hora da Verdade” do programa “Fantástico”, transmitido pela Rede Globo. “Eu disse a ele que o perdoava. Falei que conheci sua filha de cinco anos e que desejava a ela o contrário do que ele havia feito ao meu filho. Foi então que ele começou a chorar, e disse que estava cumprindo o que merecia”, conta. A família Ota luta pela previsão legal da prisão perpétua para crimes hediondos, mas não da pena de morte. “Perdoar não é mandar soltar os criminosos de volta às ruas. Perdoar é tirar o ódio de dentro de você. Perdão e justiça são coisas diferentes. A justiça deve ser cumprida”, afirma.

Em prol da solidariedade, Keiko e Massataka realizam palestras, cursos e encontros junto a escolas, unidades da Febem e entidades carentes. O casal se encontrou com os pais do menino João Hélio, assassinado no início deste ano, e prestou apoio à família. “Nosso intuito é confortar as pessoas que sentiram a mesma dor que nós e mostrar que o perdão é uma lição de vida para todos”, explicam. Com a ONG, que existe há quase 10 anos, os Ota amparam e orientam famílias vítimas da violência e da carência social.

Publicada originalmente em: http://cecit.unicid.br/aun/materias.php?mat=32

Mulher confessa ter matado Priscila Belfort

Três anos depois do desaparecimento de Priscila Belfort, irmã do lutador de vale-tudo e ex-Casa dos Artistas, Vitor Belfort, a polícia anunciou hoje (08/08) que Elaine Paiva da Silva, de 27 anos, confessou o seqüestro e assassinato da estudante. Segundo o delegado Anestor Magalhães, da 75ª DP, Elaine procurou o Ministério Público para confessar os crimes. Em depoimento à polícia, Elaine disse que Priscila e seu “namorado barra-pesada” possuía uma dívida de R$ 9.000 com os seqüestradores que também eram vendedores de drogas. A seqüestradora disse também que a idéia do seqüestro foi dada por seu namorado e o dinheiro do eventual resgate serviria para pagar a dívida.

A polícia disse que ainda é cedo para saber se o que Elaine diz é verdade e que está checando as pistas. Elaine está no local do crime, um sítio no município de São Gonçalo, região metropolitana do Rio de Janeiro. Até o momento da publicação dessa matéri nenhuma ossada foi encontrada.

De acordo com Elaine, o grupo de seqüestradores decidiram matar Priscila depois que ela viu o rosto de um deles. Naquele mesmo dia, Priscila havia sido colocada em um carro onde seria levada ao local do assassinato, porém como haviam muitas blitze, eles pararam no sítio abandonado e lá mesmo a mataram e enterraram.

Ontem, na 75ª DP, Elaine disse que ela era a autora dos quatro tiros que mataram Priscila, porém hoje passou a acusar um homem identificado como Léo.

Com base nessas acusações, a polícia prendeu três pessoas suspeitas e serem comparsas de Elaine. São elas: Ailton da Silva Lopes, conhecido como “Tigrão”, de 42 anos; Silvana Oliveira, de 35 anos; e o filho de Silvana, Hugo Oliveira Lopes, de 18 anos. Na época do crime, Hugo havia apenas 15 anos, segundo Elaine.

Priscila Belfort desapareceu no dia 9 de janeiro de 2004. A família disse que ela já tinha sofrido lapsos de memória no passado, mas nunca havia desaparecido. De acordo com a família, no dia do desaparecimento, Priscila tinha apenas R$ 40 no bolso. O sigilo da conta bancária dela chegou a ser quebrado e se constatou que nenhuma movimentação foi feita após essa data.

Receptor da TV Digital custará R$100,00

O Ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou em entrevista ao jornal Folha de São Paulo que mantém conversas com empresas indianas e chinesas para a produção de equipamento a preços “muito mais baixos” do que os oferecidos pela indústria nacional. “Quem fala em conversores com custo entre R$ 800 e R$ 900 está totalmente equivocado. Podemos produzi-los por R$ 180 e, daqui a pouco, eles custarão R$ 100”, afirmou o ministro.

O ministro também disse que “se o indiano fizer por R$200,00, o chinês fará por R$100,00”.

Um dos maiores inimigos da difusão da TV Digital no Brasil seria os preços altos dos conversores do sinal digital para o sinal analógico. Vários protótipos de receptores digitais já foram apresentados no Brasil, por exemplo o protótipo apresentado pela Samsung em São Paulo. A TV Digital poderá proporcionar multicanais (até quatro canais diferentes na mesma freqüência), alta definição, interatividade e vídeos on-demand.

Amigas e Rivais, a nova novela do SBT

Hoje, às 19h30, estréia a nova novela do SBT, “Amigas e Rivais”, adaptação de Letícia Dornelles do sucesso mexicano “Amigas y Rivales”, de Alejandro Pholenz. Apesar de ser uma adaptação, a novela está sendo tratada como original graças as alterações feitas por Letícia Dornelles, que renderam elogios até dos diretores da Televisa, que ao ver os primeiros capítulos da trama, afirmaram que a versão brasileira está melhor que a original mexicana. O SBT não poupa esforços na produção da novela e alguns capítulos chegam a custar R$105 mil, sendo a mais cara já produzida pela emissora. Várias externas estão sendo gravadas no Complexo Jequitimar, no Guarujá, do Grupo Silvio Santos. A novela já estaria sendo negociada com a emissora portuguesa RTP, que já é uma cliente eventual das novelas do SBT.

Quando a vida de quatro mulheres, jovens e bonitas, se cruza, tudo pode acontecer. Com a fictícia cidade de São Carmo e a Praia Grande como cenário parcial da ação, Amigas e Rivais é a história de Nicole, Olívia, Laura e Helena, quatro mulheres movidas por sonhos diferentes mas unidas pelo mesmo destino.
Nicole, uma jovem que trabalha como empregada doméstica e que sonha com uma vida de artista, parte para a cidade de São Paulo atrás da realização de seu sonho. Sua grande amiga, Laura, uma jovem determinada e que faz faculdade, vive o drama de ver o seu pai, Pedro, ser constantemente enxovalhado pela mulher, Alma. A grande amizade de Nicole e Laura, que parecia ser inabalável, vai ser colocada em questão quando as duas descobrirem amar o mesmo homem.

Na faculdade, Laura conhece uma garota rica, Helena, que também tem seus problemas. O dinheiro nunca comprou felicidade e Helena sabe bem disso. A jovem sofre em silêncio ao ver seu pai, Roberto, ser um brinquedo nas mãos da perigosa madrasta: Rosana. Essa mulher perversa, também responsável pela morte da primeira mulher de Roberto, tem em Olívia, portadora do vírus HIV, sua melhor amiga.

Amigas e Rivais pretende, igualmente, ser uma novela com comédia assegurada, em grande parte, por Mocho, que apesar de ser um macho daqueles, finge ser homossexual.